Lilian Karine

Psicóloga, Coach, Consultora, atriz e mulher. Se quem escreve tem pelo menos 5 denominações, imagina quantos assuntos podem aparecer por aqui?! Vem refletir comigo?! (Aberta a sugestões e discussões)

Bullying - O papel da escola e o nosso papel para a diminuição de preconceitos

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A maioria das coisas que conhecemos são sempre classificadas binariamente: O preto e o branco, o claro e o escuro, o dia e a noite, o fundo e o raso. Porém, quando se faz distinções/oposições como estas, uma das sentenças é sempre a “Boa”, aquela que é desejável, e a outra a “Ruim”, ou indesejável. Esses conceitos são passados de maneira quase imperceptível, atrelados aos conceitos populares e fomentados pela classe dominante para atender aos seus interesses e manter uma ilusão de equilíbrio da ordem.

Dessa maneira, em nossa sociedade “Ser heterossexual não é tomado como uma identidade, mas como a identidade, a única normal, natural, desejável.” (AMAZONAS; BRAGA, 2006) assim, ser homossexual é desviante, é feio, é mau. E como desviante da norma, é assustador, pois fomenta o medo de uma quebra na ordem social estabelecida: “a identidade hegemônica é permanentemente assombrada pelo seu Outro, sem cuja existência ela não faria sentido” (SILVA apud AMAZONAS; BRAGA, 2006).

Em um artigo que discute sobre o preconceito, Menezes (2002) faz uma interessante ligação entre esse fenômeno e a história mitológica de Narciso, sendo que se na mitologia o personagem Narciso, um garoto solitário que vivia num jardim, se apaixona pela própria imagem refletida em um lago, e morre afogado em busca de um “outro”, que na verdade era ele mesmo, a sociedade parece se assustar quando se defronta com um individuo diferente dele mesmo, pois está acostumada a buscar aquilo que lhe é familiar, e tudo que é seu oposto parece ser de mau gosto.

Esse contato com o que se mostra de modo distinto do padrão, ocorre, em geral, de modo turbulento: perturba e ameaça desintegrar a identidade “estável” da sociedade do eu. A imposição da presença do outro é vivida como a negação dessa aparente ordem. A palavra ordem está vinculada ao desejo de manter a estabilidade, o estágio de constância que é determinado pela manutenção do mesmo esquema social. (MENEZES, 2002. p. 4)

Crochik (1997) afirma que o preconceito remete os estudiosos às questões de dominação, onde a proposta de eliminação do desconhecido parece uma boa solução para manter aquilo que já é conhecido, para o que não causa medo, não estremece as relações sociais já existentes.

Zimerman (2004) faz a seguinte afirmação:

Todo aluno, ao entrar na Escola, traz consigo uma bagagem de valores, aptidões, angústias, identificações e, principalmente, um mundo interior, configurado a partir de uma combinação de fatores que procedem de duas fontes fundamentais: a biológica-heredo-constitucional, e a ambiental, na qual desponta como fator primacial a influência dos pais, além de irmãos, amigos, colegas, professores e a cultura em geral. (ZIMERMAN, 2004)

Baseados nisso e tendo conhecimento de que dentro do ambiente educacional encontramos uma rica diversidade, e, levando em consideração que a escola deve ser um lugar onde os valores morais são construídos, refletidos e não meramente impostos, parece pertinente uma intervenção realizada através de uma metodologia participativa/problematizadora a fim de socializar o conhecimento individual, potencializando o conhecimento de todos.

Scopel e Gomez afirmam que:

A formação de valores na escola proporciona aos alunos o respeito mútuo às diferenças, à solidariedade e à tolerância com os colegas e demais pessoas de seu convívio, levando-os a trabalhar em equipe e se socializar, aprendendo a ganhar e a perder. O resultado da educação de valores na escola ajuda os alunos a se desenvolverem como pessoas humanas, proporcionando o desenvolvimento harmonioso de todas as qualidades do ser humano.

A escola não consegue modificar sozinha o imaginário e as representações coletivas negativas que se construíram sobre os ditos “diferentes”, mas ocupa um lugar de destaque quando se trata de superação do preconceito.

Quando vemos que cenas como a do garoto Casey Heynes, de 15 anos, tomam proporções tão grandes levando milhares de pessoas a concordarem com uma agressão e até elogiarem o comportamento do garoto que revidou a mais uma das inúmeras provocações que sofria (o que chamamos de bullying), temos a real imagem do problema vivido diante dos preconceitos enraizados na sociedade.

As pessoas que apoiaram a “vingança” do menino o fizeram porque se sentiram compadecidos e até mesmo identificados com a dor que ele vinha carregando há tanto tempo e que acabou “explodindo” em um comportamento completamente diferente da conduta habitual do garoto.

A questão é… Ninguém percebia o sofrimento desse garoto? E aqueles que o usavam para chacota, aprenderam com quem a acreditar que ele era inadequado socialmente?

As coisas só vão mudar quando as pessoas passarem a ser vistas muito mais pelo seu caráter e personalidade do que pelos rótulos socialmente impostos. E quem tem responsabilidade nisso?

Os pais, a escola e a sociedade em geral… E isso quer dizer: eu e você!

O que temos feito para mudar essa realidade? Volta e meia não usamos jargões populares diminuindo uma raça, uma classe social ou usando de estereótipo pré-conceituoso?

Precisamos julgar menos, amar mais. Criticar menos, vigiar nossas palavras e ações um pouco mais.

A mudança começa a partir de mim e de você e daquilo que cobramos da escola, da sociedade e dos nossos filhos, maridos, amigos… Enfim. As mudanças só podem ocorrer quando nós permitimos e agimos para que ela ocorra.

O que temos feito para isso?

Você viu o vídeo do garoto Casey Heynes? Veja:

Zangief Kid - Casey heynes vs Richard Gale

Ter você pela metade, pra mim, não serve mais…

quarta-feira, 9 de março de 2011

Dessas coisas loucas que se acredita, tem quem viva acreditando que aquele é mesmo o amor da sua vida…

E espera ele (a) estar pronto (a) , espera se estabilizar, espera ter coragem, espera a possível sogra aceitar…

Tem gente que espera demais!

Quando a gente gosta, gosta e pronto. Não tem essa de esperar o momento certo, de deixar as coisas acontecerem… A gente quer a pessoa por inteiro, precisa dela por inteiro, quer trocar figurinhas, beijar, rir da vida ou chorar no colo.

Nenhum obstáculo é grande demais quando se gosta de alguém. E não tem essa de “estou com problemas”, “estou com pouco tempo pra me dedicar a você”. Ou você gosta ou não gosta.

E eu prefiro pessoas sinceras que beijam minha boca dizendo mesmo que esse beijo pode ser o último, que eu não espere romance, que eu não queira uma mensagem dizendo “adorei!”.

Eu prefiro que me estampem a verdade na cara… Porque brincar de fingir que está tudo bem, não tem graça nenhuma… Me deixa mesmo um gosto amargo na boca, uma sede que não pode ser saciada.

Se for pra ter alguém, eu quero alguém por inteiro… Porque eu mereço, porque eu preciso, porque eu sei que também posso fazer alguém feliz…

E quem disse que relacionamento bom não tem tropeço? Não tem erro, recomeço?

E quem disse que você tem que se sentir perfeito pra se relacionar com alguém?

Pra mim, a gente se relaciona pra compartilhar, pra viver algo a dois… Pra ver o outro sorrir e se alegrar também. A gente se relaciona pra pular de cabeça, pra ir com sede ao pote, pra acreditar nos desejos da alma, pra viver intensamente cada simples segundo que se passa ao lado daquele alguém.

Então não me venha com “não estou preparado (a)”… Ninguém NUNCA está! A gente vive tendo que aprender alguma coisa, e, convenhamos, dividir algo tão importante como a própria vida vai ter mesmo suas dificuldades.

Mas eu garanto, a felicidade é tão maior que qualquer problema.

Não fique com alguém por dó, por medo de estar sozinho. Não fique porque está com saudades de si mesmo e só se lembra de quem você era do lado daquele alguém, nem fique porque acredita que não existe nada melhor mesmo. Não se entregue pelos motivos errados.

Beije, abrace, cheire, queira estar junto por um motivo simples e real: porque você gosta!

Ficar pelos motivos errados sempre leva a sofrimento de uma das partes.

Esteja, se quiser estar. Se entregue quando o coração assim desejar… Fique por inteiro, não pela metade. Lute se precisar lutar. Chore, passe por cima do orgulho, que mal há?

Permita-se sentir, viver, amar…

Porque, como dizia o poeta: “Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada não!”.

Se não for por inteiro, melhor deixar pra lá!

Por mais difícil e dolorido que seja, é preciso contar: Ter você pela metade, pra mim, não serve mais…

Foi bom enquanto durou… Mas talvez tenha durado demais!

Indo além do curriculo - Construindo sua marca pessoal

quinta-feira, 3 de março de 2011

Destaque-se! Tenha uma marca pessoal.

Destaque-se! Tenha uma marca pessoal.

Ao sair da universidade, do curso de capacitação ou do curso técnico, você é mais um dos tantos que receberam nas mãos um certificado especificando qual sua área de atuação.

Assim como você, dezenas, ou mesmo centenas de pessoas com a mesma formação, vão em busca de vagas no mercado de trabalho. Eles serão seus concorrentes e, teoricamente, teriam a mesma chance que você, uma vez que possuem diplomas iguais.

Alguns detalhes, porém, farão toda a diferença quando a empresa estiver recrutando e selecionando profissionais e o seu nome estiver entre os candidatos à vaga ou ao trabalho.

A primeira eliminação ocorre da forma simples: por meio do seu currículo profissional, portfólio ou qualquer outra forma de apresentação pessoal (como os próprios cartões de visita, folders, etc).

Dica: para aqueles que entregam currículos em busca de uma vaga, inteirem-se de como elaborar um bom currículo! Existem várias ferramentas on-line e sites que oferecem dicas super importantes. Um currículo mal elaborado pode acabar com qualquer chance de avançar nas etapas rumo a sua contratação.

Para diferentes cargos, diferentes tipos de seleção. Os processos seletivos geralmente são compostos por jogos de empresa, entrevistas e avaliações psicológicas, mas esse tipo de seleção é funcional para a contratação de funcionários efetivos. Já em casos de profissionais que prestem serviços à organização, a forma de selecionar em geral é diferente.

Enfim, seja temporário ou efetivo, a questão é: você quer trabalhar! E para tanto precisa mostrar que é o profissional que eles procuram. Precisa demonstrar que o seu perfil é realmente útil às necessidades da organização e que sua contratação será de extrema importância para alavancar o sucesso da empresa.

E como fazer isso?

Você precisa urgentemente desenvolver sua marca pessoal! Se você não tem, corra agora mesmo atrás dessa necessidade.

Marca (ou branding) é quando algo ou alguém tem uma identidade que é rapidamente associada a uma necessidade.

Um exemplo? Se você pensa em refrigerante, qual a primeira marca que lhe vêm à mente?

Se eu te falar sobre Bill Gates, em que você vai pensar?

A Coca-Cola, bem como a Microsoft, a Volvo e tantas outras empresas de grande porte, são exemplos do que uma marca pode fazer: eles comunicam e convencem a sociedade do seu potencial, criam a percepção e expectativas que desejam que tenhamos em relação à empresa e aos seus produtos.

Uma marca pessoal diz aos outros quem você é, o que você faz, o que te faz diferente, como você cria valor para alguém, o que eles podem esperar quando fizerem negócio com você ou te contratarem como funcionário da empresa.

Ter uma marca influencia como os outros te percebem.

Mas afinal, como se faz uma marca?

O primeiro passo é determinar quem você é autenticamente! Se conhecer, saber de suas potencialidades e também de seus defeitos., basear tudo isso na sua missão de vida, na sua filosofia de vida, nos seus valores pessoais e na sua identidade.

Sua marca pessoal precisa ser real, honesta, completa. Se você se concentra apenas em vender a si mesmo e se promover e não cumpre o que sua marca promete, não mostra eficiência e eficácia, sua marca não se mantém, e com isso você se torna dispensável para a empresa.

Você vai demonstrar sua marca por meio de tudo o que você é e o que você faz. Suas roupas, os acessórios que usa, a maneira de se comunicar e se inter-relacionar com as pessoas, suas atitudes, seus valores e principalmente a seriedade em manter ou não as promessas que sua marca pessoa comunica.

É aquela velha história: “Palavras atraem, atitudes convencem!”.

Seja autêntico, único, diferente dos demais.

Para se destacar na multidão, desenvolva sua marca pessoal e seja fiel a ela.

Existem vários profissionais que podem te ajudar a criar sua marca pessoal. Psicólogos, por exemplo, te ajudarão a ter autoconhecimento e os profissionais coach’s podem te auxiliar em todo o processo da elaboração do seu branding.

Invista em você, conheça a si mesmo e o sucesso será mera conseqüência.

Lilian Karine

Psicóloga e Coach.

liliankarinepsi@gmail.com

Inversão de valores!?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Chame do que quiser… Inversão de valores, mudança social, o fim do mundo ou realidade de transição. Não importa muito qual o rótulo que essa situação vai ter, nenhum codinome vai mudar o fato de que as pessoas têm novos padrões de necessidade, têm novos desejos projetados como sonhos a serem realizados.

Minha mãe me ensinou que a gente deveria amar pessoas… Não coisas ou status. Que deveríamos sonhar com possibilidades… E não com objetos de tecnologia a serem comprados.

Talvez a errada da história seja eu que não me adaptei a esse mundo consumista, desejoso de ter sempre mais e mais e esquecido do poder de “ser de alguém”, do “estar ao lado de alguém”, do “sorrir para alguém”, do “entregar-se” quase que completamente e viver plenamente ao lado de uma pessoa real, de carne e osso, sentimentos e um monte de erros incrivelmente humanos.

O que vejo hoje são pessoas completamente apegadas aos seus bens materiais, ao consumo desenfreado de novas quinquilharias que o mercado põe (ou impõe) a nossa disposição. Pessoas que têm tudo o que desejam, que buscam com toda força obter a gratificação de possuir o mais novo equipamento de nova geração a seu dispor, mas completamente desapegadas de pessoas, de sentimentos, de amor… Completamente esquecidos do quanto um abraço DE VERDADE faz bem e que as pessoas não são máquinas programadas para nos ferir a qualquer momento e das quais devemos manter certa distância emocional.

É a inversão de papéis… Homens tornando-se máquinas de consumir, frios como o próprio aço que compõe sua “capa” e máquinas cada vez mais inteligentes e capazes de proporcionar o atendimento de nossas efêmeras vontades.

É o fast-food de sentimentos, é o ser humano tornando-se tão descartável quanto os computadores com tecnologia ultrapassada.

E o resultado disso são adolescentes completamente frustrados, vazios de sentido da vida, que não sabem pelo que lutam, o que sentem, pelo que existem… Pessoas que trocam de namorado (a), “ficante” ou “lance” (que não é romance) como se trocassem de roupa… De roupa não, de alkman, discman, mp3, mp4, ipod, ipad… Pessoas perdidas, desconhecidas de si mesmas, que discutem o namoro de seus ídolos como se fosse a coisa mais importante de suas tacanhas vidas, que assistem a exposição do que é mais podre no ser humano na televisão, e aplaudem a falsidade nomeando-a como “estratégia”.

É, a estranha deve mesmo ser eu. Uma estranha que ainda acredita em sentimentos reais, que busca pessoas reais com valores também reais.

Vai ver eu seja estranha porque os valores que busco não estão nomeados com $$$ na frente, são valores simples, como amor, respeito, solidariedade, amizade, sinceridade…

Preocupo-me com quantas pessoas vazias de si mesmo ainda conhecerei, quantas pessoas sem rumo, perdidas, sentindo-se solitárias ainda vão desejar a morte e até mesmo tentá-la.

Preocupo-me com o que essa inversão de valores ou mudança social pode causar na mente e no coração das pessoas.

Só espero que além de estranha eu esteja também equivocada e que na verdade as pessoas não estejam cada dia mais se afastando do que todos vivem a procurar: a felicidade!

A felicidade se torna uma busca infinita para aqueles que não sabem olhar a sua volta.

Quando a equação não é exata! (Up)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A distância que pode ser medida em quilômetros não machuca tanto quanto a distância sentida mesmo na presença do outro. É a distância dos corações.

É o famoso “sentir solidão a dois”…

É um sentimento difícil de explicar em palavras, mas que causa um imenso aperto no peito… Uma vontade de preencher um buraco, uma lacuna que nem sempre se sabe qual é.

E não adianta fingir, mentir nem pra si mesmo e nem pro outro, a gente sempre sabe quando está sozinho numa relação.

Relacionar-se é a coisa mais difícil do mundo. O outro tem um mundo próprio, e apropriar-se desse mundo e fazê-lo parte do seu, não é coisa fácil…

É preciso dedicação… Interesse… Amor!

A vida é feita de ciclos… E é necessário que saibamos a hora certa de terminar ou de começar algo.

Viver ao lado de alguém que não está 100% com você é, no mínimo, dolorido.

Quando você está sozinho por opção a solidão parece mais amena…

Agora quando você decide viver algo com alguém, deseja ao menos que esse alguém também o queira.

Se tem uma coisa que eu aprendi em toda minha vida é a hora certa de me retirar…

Eu insisto, pulo e faço graça… Faço piruetas no ar e loucuras impensáveis pra demonstrar o que eu sinto. Dou tudo de mim quando quero alguma coisa… Mas não vou mais além das minhas forças. Não mais! Já sei qual são os meus limites… E isso a gente adquire através das experiências…

E meu limite é reciprocidade. É dar e receber… É “Saber amar… [e] Saber deixar alguém te amar…”. E se essa reciprocidade não existe, então não existe mais caminho pra seguir.

Por que uma relação não é uma disputa, é uma soma de duas pessoas, de duas vivências, de dois pedaços que deveriam se unir, acrescentar algo de bom um ao outro, e não tentar destruir o que o outro tem. É necessário haver um equilíbrio, uma troca. É necessário que as coisas fluam, e para isso é preciso que ambos estejam com o mesmo peso no coração nas duas pontas da gangorra. É normal um sobe e desce lá de vez em quando, e é isso que faz uma relação ser produtiva. Mas mantê-la sempre estável, um em cima e outro em baixo… Não é algo que dê muito certo.

Eu aprendi a não me relacionar desse jeito…

Não que eu só dê amor a quem mereça… Eu amo por que quero amar e ponto.

Mas sei que permitir que meu coração se encha e transborde de amor por alguém que não vai me amar é frustrante… E quem é que gosta de se frustrar?

Então aprendi a hora certa de recolher minha barraca… de pegar os meus trequinhos e sair de fininho. Sem fazer muito alvoroço.

Eu sei que mereço receber aquilo que proporciono aos outros. Tanto o que for bom quanto o que for ruim. E é por isso que eu se eu dou mais do que recebo, a equação fica um pouco transviada… Uma das partes sempre se sente sobrecarregada. Eu já vivi isso… E não quero mais…

Sentir solidão a dois… É a solidão que mais dói.

E se o outro não está disposto a me fazer voar, por quê cargas d’água inventou de tirar meus pés do chão?

(Publicado em:
domingo, 16 de agosto de 2009)

Psicólogo também é gente!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Diante do caso da Psicóloga Karen Tannhauser no Rio de Janeiro, cuja foi encontrada viva no porta malas do carro da síndica no prédio onde mora após 3 dias desaparecida, muitas especulações estão sendo feitas sobre o equilíbrio mental da moça e a possibilidade de que ela estivesse realizando algum tipo de tratamento psiquiátrico, possivelmente usando anti-depressivos, uma vez que a polícia declarou que ela trancou-se por conta própria no porta-malas do carro, sem ajuda de ninguém…

Gostaria de esclarecer algumas coisas… Ainda não temos conhecimento total dos fatos, mas existe uma coisa simples a ser dita…

Estou lendo centenas de comentários e críticas a cerca da Psicologia e dos profissionais que exercem essa profissão, gostaria de lembrar a todos aqueles que estão dizendo que Psicologia não é ciência e que a moça em questão é “mais uma psicóloga louca” uma coisa simples: Psicólogo também é gente.

Assim como médicos precisam ser operados, precisam de remédios e de tratamentos médicos, tanto quanto cabeleireiras precisam que alguém corte seus cabelos e faça um penteado especial para a noite de gala que ela vai frequentar…

Todas as pessoas estão suscetíveis a ficarem psicologicamente doentes em algum momento de suas vidas. Não é a profissão que determina isso. E não é o fato de uma profissional ficar doente que tira o mérito ou a credibilidade da profissão.

Cada um lida de uma maneira com as situações de sua vida. Isso se chama capacidade de resiliência! Alguns são mais fortes psicologicamente e são capazes de vencer grandes obstáculos, traumas e dificuldades… É o caso de muitas pessoas que saíram da miséria e se tornaram grandes empresários financeiramente bem-sucedidos. Em contrapartida existem as pessoas que possuem tudo para ter uma vida tranquila, dinheiro,familia estável, beleza… Tudo aquilo que a sociedade acredita que é razoável e útil para se sentir feliz… Mas nem sempre isso é suficiente para aquela determinada pessoa. Cada pessoa sente a sua vida de uma maneira diferente.

Existe um conto que diz que um dia um homem, percebendo que estava com dificuldades para enxergar, foi até um oftamologista e contou-lhe como estava sua visão. Depois do relato do paciente o médico retirou o óculos que ele mesmo usava e entregou ao paciente, dizendo-lhe: - Bem, aqui está! Use meus óculos! Eu os uso há 10 anos e ele sempre me ajudou muito, certamente ele fará melhorias sem igual a sua visão!

Tendo colocado os óculos o paciente foi logo reclamando que não estava enxergando nada, que estava ainda pior com aqueles óculos. O médico se irritou e disse que ele é quem não queria enxergar com qualidade, onde já se viu, se aqueles óculos faziam tão bem a sua visão, como podiam não servir para o paciente?

Pois é, muitas vezes queremos que as pessoas enxerguem o mundo conforme nossa visão pessoal, nossa força, nosso modo de ser… Mas as pessoas são diferentes, lidam de maneiras diferentes com as dificuldades…

Não sejamos, caros amigos, aqueles que julgam, que apontam o dedo e dizem que uma profissão ou uma pessoa é certa ou errada ou que determinados profissionais sejam adequados ou não sem nem ao menos ter certeza que nossas palavras são úteis e corretas.

Essa moça, estando ou não fazendo tratamento psiquiátrico anterior ao ocorrido, precisa de ajuda, certamente. Ela foi encontra em estado de abatimento profundo…

Mas a questão não é qual a profissão dela, mas tudo o que ela vem vivendo e de que maneira ela tem sentido o que vem vivendo.

Se eu julgasse a forma como você encara a vida, você se sentiria bem com isso?

Se eu dissesse que uma categoria de profissionais inteira não serve para nada pautada simplesmente nos meus pré-conceitos pessoais, você se sentiria bem com isso?

Antes de ser Psicóloga, a Karen é gente! Pessoa, como eu e você!

E ninguém é de ferro… Hoje mesmo twittei que muitas alergias têm fundo emocional. Meu penultimo post foi sobre os cânceres que têm fundo emocional… As pessoas estão sujeitas a isso! Todos nós.

Inclusive você!

Cabe a nós nos preocuparmos mais com a saúde mental ao invés de julgar fatos sem conhecimento específico.

Fica aqui meu desabafo como profissional da Psicologia, mas antes de tudo como ser humano que se preocupa com a recuperação dessa moça e que a situação seja esclarecida o mais breve possível!

Espero que a família lhe dê a força que precisa e que ela fique bem rapidamente.

Você já fez seu plano de ação pessoal para 2011?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Fim de ano chegando. Mais um ciclo que se encerra a fim de dar oportunidade para algo novo acontecer!

Algumas coisas são comuns durante essa época… É tempo de reunir a família, de pagar micos, de ganhar meias no natal e de comer demais e deixar a dieta ir por água a baixo… Mas é tempo, também, de rever o ano que se encerra e repensar nossas atitudes, ganhos e perdas durante esse ciclo de nossas vidas que se liga a tantos outros…

E é nesse repensar que surgem as famosas listas de objetivos para o próximo ano.

Você já percebeu quantos dos seus objetivos pautados para esse ano você não conseguiu cumprir?

Pra falar a verdade, você ainda tem a sua lista de objetivos para 2010 afim de realizar um balanceamento do que foi colocado em prática e do que ficou para trás?

Ok, ok… Algumas pessoas colocam suas listas ao pé do santo, outros nos barquinhos de oferendas à Iemanjá… Mas a grande maioria esquece esse tesouro preciso no fundo de alguma gaveta ou em algum canto da casa, sem maiores cuidados.

Está aí o primeiro grande erro que dificulta que esses planejamentos se tornem ações: deixar que caiam no esquecimento!

Então vamos por partes… Primeiro vamos pensar: O que está faltando para que minha lista de desejos se torne uma lista de realidades? Comprometimento? Determinação? Foco? Planejamento? Onde foi que eu errei???

Aqui vão algumas dicas simples que podem ajudá-lo nessa tarefa:

1- Objetivo reais: Separe um tempo para pensar no que realmente é importante para VOCÊ! Veja bem, se algo não tem uma relevância pessoal fica mais difícil manter o comprometimento e a disciplina… Tenha em mente que só existe uma pessoa responsável por tornar seus objetivos reais: você mesmo! E se a tarefa é sua, nada mais justo do que lutar por uma causa que realmente lhe agrade e lhe faça bem, não acha?

2- Objetivos palpáveis: Ok, você já sabe o que quer e tem a certeza de que isso é um desejo pessoal. Sente- se, escreva-os e descreva-os! Elencar objetivos apenas por tópicos faz com que fiquem subjetivos demais e pouco palpáveis. Então, ao invés de colocar apenas: “emagrecer!”, descreva o que você realmente quer: “Emagrecer com saúde e diminuir 5 kg até o mês de junho/2011”. Diante dessa descrição ficará mais fácil traçar seu plano de metas para atingir os seus objetivos.

3- Prazos: Nunca deixe os objetivos soltos demais. Estipule prazos para si mesmo. Prazos razoáveis, é claro. Não espere milagres ou mágicas…. Pense com clareza em quanto tempo realmente será necessário para alcançar o objetivo almejado.

4- Plano de ação: Pronto! Agora você já sabe o que você quer, de que maneira você quer e qual a data limite para o que você quer se tornar realidade. Falta uma coisa, que fica muito simples quando se tem as informações anteriores: qual o caminho para fazer com que o que são apenas sonhos em um pedaço de papel, se tornem uma realidade visível? Mais uma vez: nada de colocar apenas tópicos: “malhar”, “dieta”, “estudar”… Não, não e não! Seja mais detalhista:Malhar 3 vezes por semana durante 1 hora. Manter a dieta indicada por um nutricionista, etc”.

5- Visibilidade: Talvez esse seja um dos cuidados mais simples e mais úteis: deixe sua lista sempre a vista! Coloque seus objetivos diante dos seus olhos afim de que você se lembre sempre do que desejou, prometeu e vai cumprir! Pode ser na geladeira, na frente do pc ou qualquer outro lugar que você saiba que vai estar sempre de olho e relembrando o que tem que fazer. Marque também na agenda, no celular e qualquer outra ferramenta que te ajude a lembrar desses compromissos!
Só mais uma coisa, antes de mandar a listinha viajar com a Iemanjá, que tal deixar uma cópia presa onde todos possam ver?
Ah, e por falar em “todos possam ver”, está aí mais uma dica que depende de você se sentir a vontade ou não em fazer, mas que ajuda muito… Tenha um “amigo tubarão”… Os antigos diziam que quando se quer aprender a nadar tem um jeito simples: joga-se um tubarão dentro da piscina que a pessoa aprende a nadar rapidinho. Então o conceito aqui é mais ou menos esse: tenha alguém que conheça seus objetivos e que vai poder “cobrá-lo”, mas deixe bem claro que é apenas uma checagem do andamento dos projetos, ok?

6- Disciplina: Se você seguir todos esses passos terá elaborado uma ótima lista, coerente e clara! Daí só tem uma coisa a fazer: cumprir o que você mesmo elencou como importante para sua vida!
A disciplina depende do comprometimento e esse, por sua vez, depende da motivação… É por isso que elencar desejos realmente importantes para você é de suma importância se você quer fazer com que sua listinha de ano novo se torne um planejamento eficaz e viável.

7- Feed-back: Depois disso só resta uma coisa: aproveite os louros das vitórias que serão conquistadas e vá marcando em sua listinha o que tiver conseguido tornar real e se conseguiu cumprir nas datas previstas.

Esse tipo de planejamento é útil sempre, não só na época do ano novo. Fica mais fácil tornar sonhos reais se eles tiverem um planejamento sólido e baseado naquilo que realmente vai te fazer bem!

Desejo a todos um FELIZ ANO NOVO e que 2011 seja repleto de realizações e conquistas palpáveis, salutares e previamente planejadas… Ah, e algumas outras sem previsão também, né? Só para ser um ano cheio de boas supresas e bênçãos dos céus!

Como fazer um câncer?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A palavra “câncer” por si só, tem um poder fora do comum de deixar qualquer pessoa assustada.

Por mais que os estudos e tratamentos tenham evoluído muito no que se refere a essa doença, as pessoas ainda a ligam á morte e/ou a não possibilidade de viver com qualidade.

Não é sem dor e sem medo que uma pessoa e toda sua família recebe um diagnóstico de câncer. A simples menção da possibilidade de existência de um tumor assusta e causa uma série de sentimentos ambivalentes no paciente e em sua família.

Não é a toa que esse medo existe. “Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.” (Informação retirada do site do INCA)

O maior problema é que essas células invasoras tendem a ser muito agressivas e incontroláveis dividindo-se rapidamente e determinando a formação de tumores ou neoplasias malignas.

Diante do diagnóstico de câncer, o paciente se sente completamente impotente. Como lutar contra algo tão difícil de controlar? Esse sentimento de impotência, de necessidade de cuidados, muitas vezes acompanhado de muita dor, quase invariavelmente traz ao paciente o desejo de morrer.

Dessa maneira o tratamento de um câncer não envolve apenas o atendimento das mazelas do corpo físico.

Nosso cérebro controla absolutamente tudo que acontece em nosso corpo. Inclusive os sentimentos! Dessa forma, a maneira que os sentimentos e preocupações de um paciente e de sua família serão conduzidos pode auxiliar ou dificultar o tratamento dessa doença.

Estabilidade emocional dá forças para continuar a luta pela sobrevivência. Mas não basta apenas sobreviver. Todos nós precisamos de qualidade de vida.

Sem dúvida ter suporte psicológico e emocional é impresindível ao paciente e a sua família, que geralmente desmorona junta com o paciente diante da possibilidade de perder um ente querido.

Mas, sabendo que o suporte psicológico pode ajudar ou dificultar o tratamento e a cura do câncer, será que as dificuldades emocionais podem ter facilitado que esse invasor silencioso adentrasse e tomasse conta do corpo do paciente?

Antes de qualquer coisa é preciso esclarecer que depressão ou qualquer doença psicológica não causa câncer, mas, é de conhecimento popular, que os fatores emocionais interferem na manutenção da imunidade física, ou seja, em todo o nosso arsenal de combate a qualquer agente maléfico a nossa saúde.

Dessa maneira, os fatores sociais e psicológicos, aliados a fatores externos (como fumar, no caso do câncer de pulmão ou exposição demasiada ao sol, no caso do câncer de pele)  podem sim facilitar a formação de um câncer.

Prevenir é, sem dúvida alguma, melhor do que remediar.

Viver uma vida estressante, agitada demais e sem nenhuma possibilidade de interação social e diversão deprimem não só a mente, mas o corpo também.

Você já prestou atenção ao que as aeromoças do avião dizem antes de um avião decolar? “Em caso de despressurização da cabine, máscaras cairão automaticamente à sua frente. Coloque primeiro a sua e só então auxilie quem estiver ao seu lado”.

Qual é a idéia subjetiva contida nessa frase? O mais importante é você! Como cuidar dos outros ou das coisas de nossa vida se não estivermos bem? Quando tudo parece fora do lugar, preocupe-se primeiro consigo mesmo, porque só assim poderá auxiliar alguém.

Os fatores psicológicos interferem em todos os aspectos da nossa vida. Seja na formação de uma doença ou na cura dela, é preciso aprender a cuidar de si mesmo, a lidar com sua emoções, a saber que ninguém precisa ser forte sempre e que é normal ter medo. Mas que a vida precisa continuar, não só porque é necessário sobreviver, mas porque existem muitas coisas boas a serem feitas, muitos sorrisos a serem dados ainda.

Cuida de si mesmo. Seja antes, durante ou depois de qualquer doença. Previna-se para não ter. Cuide de si mesmo para melhorar. Seja feliz para nunca mais voltar a ter!

O melhor remédio pro corpo é a cura da alma e da mente.

Cuide de si mesmo para cuidar das demais coisas! Você vem sempre em primeiro lugar!

Primeiro o mais importante!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O que é o mais importante para você?

Tenho percebido que a maioria das pessoas tem a péssima mania de priorizar coisas passageiras…

Dinheiro, festas, achar o amor da vida em cada pessoa que passa na frente, usar as roupas, os sapatos, o esmalte da moda…

No dia-a-dia é a mesma coisa… Até sabemos o que é importante: ter saúde, se alimentar adequadamente, fazer coisas que nos façam bem, manter um ritmo diário que não nos enlouqueça… Enfim, coisas que todo mundo sabe… Mas, em geral, deixa pra fazer quando, além de importante, essas coisas se tornam urgentes…

Deixamos a conta para pagar no último dia e enfrentamos uma fila enorme e o estresse da correria. Deixamos para se preocupar com a saúde quando ela falta, para cuidar de si mesmo quando já não há outra escolha…

Esquecemos que a vida não é feita só de obrigações e que é preciso ter atividades prazerosas, não porque o psiquiatra ou o psicólogo recomendou depois de você ter uma síndrome de burnout, mas simplesmente porque isso é bom, é gostoso, é saudável.

Quantas vezes você tinha algo realmente importante para fazer e foi deixando de lado, fazendo coisas pouco importantes, pouco úteis, pouco urgentes, e quando viu, aquilo que era pra ser uma tarefa simples se transformou numa urgência estressante e pouco prazerosa?

Ah, vai dizer que você nunca deixou de ler um livro para ficar lendo e-mails de bobeira na internet? Ou nunca se “esqueceu” de fazer o trabalho escolar porque um amigo te chamou para uma cervejinha… que era só uma, mas se transformou em duas, três, quatro…

Ou quem sabe, nunca deixou de pagar uma conta para comprar uma roupa, um objeto que você queria muito, acreditando que depois teria dinheiro para pagar e quando se deu conta… a conta já estava atrasada e você, sem dinheiro para pagá-la.

Ou, ainda, quando você tinha algo importante seu para fazer, mas decidiu ajudar alguém em algo que era importante só para a outra pessoa? Veja bem, ajudar é lindo, é ótimo, faz bem para todos… Desde que não atrapalhe o que é importante para você!

Tomar uma cervejinha não é errado… Mas, que tal deixar para fazer quando você não tem algo realmente importante para fazer? Depois da prova, por exemplo… rs

Quantas vezes esquecemos do que é realmente importante?

Quantas vezes nos preocupamos mais em trabalhar, fazer hora extra para comprar aquele último lançamento de celular caríssimo… E esquecemos de simplesmente dizer um “Eu te amo” àquelas pessoas especiais? Você já percebeu o quanto uma palavra de carinho ou um simples elogio é capaz de modificar uma expressão, desarmar uma pessoa, apaziguar uma discussão?

Quantas vezes reclamamos que os amigos não nos procuram ou que não temos amigos de verdade, mas andamos tão preocupados em reclamar da vida, em fazer qualquer coisa que seja, e nos esquecemos que nós também precisamos demonstrar carinho, afeição… Relações precisam ser recírpocas.

A vida seria mais simples se priorizassemos as coisas em nossas vidas…

“Primeiro o mais importante!” Ouvi essa frase em um dos cursos que tenho feito ultimamente e ela me pareceu tão absurdamente simples e óbvia, mas tão coerente.

O que é importante para você?

Agende, se programe… Tenha tempo para as coisas que você precisa fazer e também para aquelas que você gosta de fazer!

Tenha tempo para as pessoas que você ama, para os programas que você gosta… Mas, principalmente, tenha tempo para você!

Você é a pessoa mais importante do mundo. Se você não estiver bem, nenhuma das outras coisas que julga importante podem acontecer.

Se ficar doente não vai trabalhar e, portanto, não vai ter dinheiro para comprar nenhuma das coisas que julga importante.

Se estiver triste porque não anda cuidando bem do seu coração, da sua alma, de si mesmo, não vai conseguir se relacionar com ninguém, e, portanto, só vai ficar cada vez mais triste se mantendo em um círculo vicioso absurdamente prejudicial à você e a todos aqueles que te amam.

Pergunte a si mesmo… “O que é mais importante para mim agora? Quais são minhas prioridades? O que eu preciso para ter uma vida tranquila e feliz dentro daquilo que eu já tenho?”

E, veja bem, é importante pensar em como ser feliz com o que já tem, porque não dá para se lutar com armas que ainda não se tem.

Sonhar é preciso, é bom, é saudável. Mas para realizar nossos sonhos é preciso começar do que já temos… Então, junte suas forças, seu arsenal para vencer todas as batalhas diárias… Lute com o que você tem para alcançar o que você quer!

Mas, não se esqueça, para chegar em algum lugar é preciso ter foco. Ter foco é saber: o que é importante para você?

Então faça uma relação das coisas mais importantes nesse momento da sua vida…

Quer uma dica? Todo os domingos sente-se e se programe… Fora o momento das atividades rotineiras, como o trabalho por exemplo, como você pode organizar sua semana para que ela seja realmente produtiva e você consiga fazer tudo aquilo que lhe é importante?

Gerencie seu tempo! Faça ele render! Se organizando as coisas parecem tão mais fáceis… E a vida flui muito melhor quando priorizamos o que é realmente importante…

Eu estou fazendo minha lista de prioridades, e você, vai fazer também?

Vamos lá, mãos a obra, temos muito o que fazer! ;)

O Bagaço da laranja…

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Hoje pela manhã resolvi chupar uma laranja antes de ir trabalhar… Mas aí me surgiu uma dúvida. Eu já estava arrumada, perfumada, maquiada… Como eu ia chupar uma laranja sem me sujar? Sem que a menos borrasse a maquiagem e algumas gotas do sumo da fruta respingassem em minha roupa? Parece bobagem, mas é que daria trabalho demais me trocar, me limpar e refazer toda a maquiagem…

Foi então que eu me lembrei de uma “técnica para ingerir laranja” que ouvi falar uns dias atrás… Cortá-la em gomos… não apenas em 4, mas em 8 pedaços. Dessa maneira fica mais fácil colocar todo o gomo de uma vez na boca e não fazer lambança nenhuma.

Pronto! Eu tinha arrumado uma solução à altura do meu problema.

Mas foi aí que eu percebi que eu não gostava de apenas ingerir a laranja… de colocá-la para dentro de mim em um ato mecânico e desprazeroso. Eu não estava interessada apenas nos inúmeros nutrientes contidos nela, nem tão pouco na simples saciação da minha fome. O que me agradava, de fato, era chupar a laranja, apreciar todo seu sabor, me sujar com ela, ficar impregnada com seu aroma e, por fim, comer seus gomos. Era dessa maneira que eu me sentia realmente feliz: juntando o útil ao agradável.

Em uma ponte mental nada comum, eu fiz uma ligação bem simples com minha vida… Ando falando por aí que estou ficando velha antes do tempo… bem antes do tempo, diga-se de passagem. É que não tenho mais muito ânimo para baladas e papos fúteis, paras as mesmices de conhecer alguém via internet ou ficar no mesmo papo de sempre com alguém que praticamente só encontro no mundo virtual… Tô cansada de ver sempre as mesmas pessoas procurando as mesmas coisas com ar de quem nunca vai encontrar. Na verdade, to ficando chata!

Mas aí pensei um pouco na sensação da laranja, comparei com minha vida e decidi… Não é que eu esteja ficando chata, estou ficando é exigente.

Não quero mais qualquer laranja com qualquer formato e qualquer gosto. Não aceito mais simplesmente engoli-la sem apreciar seu sabor e descobrir as sensações que ela pode me causar… Eu quero ir a frutaria e escolher minha laranjas, sentir seu cheiro, sua textura, seu tamanho e aí sim colocá-la na sacola e levá-la para casa.

Não é muito diferente da minha vida social… É que não aceito mais me relacionar com qualquer pessoa, em qualquer lugar com qualquer papo chato e ter que fingir que estou gostando. Não é mais do meu agrado ir a lugares que não tem nada haver comigo em busca de relações impossíveis de serem encontradas em lugares como estes. Cansei de papos sempre iguais via internet, de papo furado, de papo pro ar sobre o clima ou sobre a última moda de Milão… Não é isso que me dá prazer… Pode até saciar meu desejo de convívio social por um tempo, mas depois me faz sentir uma imensa indigestão mental.

Eu quero encontrar pessoas com papos aparentemente chatos para conversar. Quero fazer programas que eu realmente goste, com pessoas que eu realmente quero estar. Quero ter o direito de ficar sozinha, se eu sentir vontade, ou de ir no cinema sozinha se assim me der na telha. Eu quero simplesmente poder apreciar cada segundo de convivência social ou a falta dela em todos os seus detalhes. Não quero mais uma vidinha vivida ao Deus dará… Eu quero sentir o sabor das pessoas, o prazer ou o desprazer que me causam e que eu posso causar nelas. Quero olhá-las nos olhos e ver gente de verdade, não máquinas programadas para conversas pré-definidas e totalmente chatas.

Quero poder rir e chorar sem parecer idiota… eu quero simplesmente sentir o gosto da vida, e não apenas colocá-la guela a baixo por necessidade.

Pensando bem, não é que estou chata… estou exigente… Mas não é a toa… Isso se chama amadurecer!

E você, tem escolhido suas próprias laranjas?

=)

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