Pedaços de mim!!!

Leves, livres e soltos pensamentos meus pairando pelo ar… Críticas, lamentos, dores e amores… e um pouco de paz! Meu blog, meu cantinho pra desabafar!

12.5.09

A raiz do Preconceito

 

O tema que não me abandona a mente um só segundo hoje, é, sem dúvida, de suma importância a ser trazido à tona…

Dia 13 de Maio comemora-se o Dia Nacional de Luta contra o Racismo… E o que pretendo falar aqui, é sobre preconceito.

 

O processo histórico brasileiro se desencadeou através da inter-relação entre três principais grupos étnicos: portugueses, índios e negros de origem africana. Essa mistura transformou nosso país num lugar reconhecidamente miscigenado e multifacetado.

Nosso país é rico de culturas, sabores, cores, traços, gostos, tradições…

O que era pra ser a salada mista mais bem feita do universo causou uma série de desencontros…

Caetano Veloso cantou: “…Quando te encarei frente a frente, não vi o meu rosto; chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto; é que Narciso acha feio o que não é espelho…”.

Talvez quem repetiu a canção nem se deu conta do que dizia… Mas quem sabe ai estivesse a resposta de qual é a raiz do preconceito…

A maioria das coisas que conhecemos é sempre classificadas binariamente: O preto e o branco, o claro e o escuro, o dia e a noite, o fundo e o raso…

Mas, não se enganem, nenhuma classificação é feita de maneira ingênua. Quando fazemos essa distinção/oposição, uma das sentenças é sempre a “Boa”, aquela que é desejável, e a outra a “Ruim”, ou indesejável…

Foi assim que aprendemos a distinguir as coisas, desde crianças…

Na mitologia o personagem Narciso, um garoto solitário que vivia num jardim, se apaixona pela própria imagem refletida em um lago… a questão é que ele não conhecia sequer um espelho, e imaginou que a aquela imagem que via era uma outra pessoa… Morreu afogado em busca do “outro” que era ele mesmo…

Pra mim, o grande problema do preconceito é esse…

A sociedade atribuiu ao branco, ao rico, ao bonito o status de “Bom”, “Desejável”, e é o que vemos refletido no espelho… Talvez a grande questão seja mesmo a falta de conhecimento (de ter um espelho pra se olhar e descobrir que aquele é você, não o outro. E que nenhuma outra pessoa precisa ter uma imagem parecida com a sua!).

Mas, existe um ponto que me parece ainda mais profundo nessa discussão… Por que a sociedade ainda fecha os olhos diante dessa realidade? E lhes respondo: Para evitar o possível caos!

“(…) busca manter o status quo, para o que é necessário calar o outro, mantendo-o excluído e dominado a fim de permanecer a ilusão do equilíbrio e da ordem vivida na ausência da diferença.” Waléria Menezes

Dessa maneira os interesses do grupo dominante continuam sendo levados em alta consideração, e aquilo que é considerado um “defeito”, porque foge do que é “normal”, passa a ter mais relevância do que a própria identidade de uma pessoa ou de um grupo…

Ou seja, a pessoa não é mais um individuo com uma série de características que a transformam num ser único, capaz de algumas coisas e incapaz de outras… ela é apenas o “defeito” que a sociedade sugere, imbuído de todas os estereótipos enraizados: O negro, o deficiente, o gordo, etc.

 

O que quero dizer com tudo isso?

tem um video que vai explicar melhor… Clique no link abaixo (Abrirá uma página do youtube)

Preconceito entre crianças

Mas o que quero dizer é que esse preconceito vedado, que muitas vezes fazemos sem nem ao menos perceber, é algo passado de geração pra geração, mantendo uma estabilidade muito mais ligada aos interesses de uma sociedade que tem medo de mudar do que à características reais…

Que tal repensar como você tem lidado com isso?

 

;)

criado por lilinhamorim    12:54 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, ,

7.5.09

E… Quando é a hora certa de dizer “Eu te amo”?

Não é que fique irritada com os casaizinhos que acabaram de se conhecer e proclamam aos 7 ventos que “se amam” (Na verdade fico sim, mas não posso assumir)… Mas… Tenho me perguntado ultimamente se existe um momento certo pra dizer que realmente se ama alguém…

Será que isso segue alguma regra?

Existem regras pra tudo… Mas já ouvi falar que não existem regras definidas no jogo do amor… Será?

Quando se trata de sentimentos, é sempre a mesma coisa… todo mundo diz que a hora certa é quando você sente vontade, que tudo vale a pena na conquista e várias coisas assim… Eu até acredito nisso…

Mas fiquei pensando, será que realmente se pode dizer “Eu te amo” a alguém que se conhece a pouquíssimo tempo?

Bem, eu não tenho medo dessas três palavrinhas, acho elas lindas e que devem, sim, ser usadas! Porém… minha exigência é: Desde que sejam bem usadas!

Tem uma crônica do Arnaldo Jabor que diz o seguinte: “”Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário, os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.”.  Então, o que faz, de fato, as palavrinhas mágicas serem usadas de maneira real?

Quando se ama você sabe quem a pessoa é, o que ela te faz sentir… e para mim, pra isso, é necessário um tempo.  Não se conhece alguém da noite para o dia… o frisson da cama, o olhar que nos deixa alucinados e derretidos… Só isso, sozinho, não é amor! Amor é mais que isso… Pelo menos pra mim.

Pra mim, amor é companheirismo, é um não imaginar-se mais sem aquela pessoa, saber que gostaria de ser dela pro resto da vida, é não supor felicidade fora daquela relação… é saber que tem um amigo fiel, um ombro, um colo, e alguém com quem realmente se preocupa…

Amar vai além do egoísmo, transpõe as barreiras do orgulho, e faz com que os olhos vejam coisas que nunca viram e o coração sinta coisas que nunca sentiu…

Desculpem-me aqueles que acreditam no amor a primeira vista… Mas eu não diria “Eu te amo” só por dizer, só pra agradar, ou simplesmente por que alguém fez com que meu coração acelerasse…

Amor, pra mim, pra ser real, demanda tempo… Porque só com tempo e convivência você pode saber se você aguentará as crises de TPM dela, o estresse dele porque o time perdeu, ou quem sabe a vontade súbita de não fazer nada, ou as loucas crises de ciúmes… é com experiência que você sente se aquela pessoa é pra você…

Diferenças e dificuldades a serem superadas sempre existirão em qualquer relação…

 O que, pra mim, determina se é amor, é ter vivenciado coisas que, se fosse com outra pessoa, você talvez não agisse da maneira que você agiu com aquela pessoa realmente especial…

Porquê quando a gente ama alguém todas as nossas regras caem por terra… e nos vemos fazendo coisas que até então pareciam impossíveis pra nós…

Então, se alguém me perguntar se existe tempo certo pra dizer o tão sonhado “Eu te amo”, eu responderei: Existe! Certamente é o momento que seu coração julga como sendo o exato… mas não se apresse demais… amar alguém é ao mesmo tempo uma dádiva e uma grande responsabilidade…

Então, que tal antes de dizer o “I Love you, meu xuxu”, verificar se realmente o que você sente é real… ou se é passageiro?

Você não gostaria que alguém brincasse com seus sentimentos, não é? Então, tente não brincar com os dos outros…

 

————————*——————————*————————–*———————-

Bem, mas se você já parou pra se auto-analisar e decidiu que realmente aquela pessoinha é quem você ama… Que tal se declarar de um jeito super especial?

Cada pessoa tem seu jeito… Eu, pessoalmente, adoro demonstrações especiais, inteligentes, surpresas realmente agradáveis que vão desde um bilhetinho escondido dentro da minha bolsa até uma declaração mais elaborada, com direito a pétalas de rosas espalhadas pela casa…

Na internet existem um milhão se sites que te dão dicas de como se declarar…

No site: www.portaldoamor.com.br na sessão “Romantismo” várias pessoas contam o que fizeram e o quanto agradaram seus parceiros…

Pra mim o importante é ser criativo e principalmente REAL!

 

=*

 

Preciso Dizer Que Te Amo

Cazuza

Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto

 

criado por lilinhamorim    6:21 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:,

28.4.09

Inspiração!

E se beleza fosse fundamental, as rosas não teriam espinhos.

Algo pode recomeçar do zero e gerar bons frutos?

Se caiu… levanta-te!

Se tropeçou… refaça-te!

Se chorou… recomponha-te!

 

A vida é feita de eternos recomeços.

 

Meu coração arde em chamas.

 

Que a distância não seja causa de separação, mas sim de mais forte união. Porque dois corações que se amam não reconhecem felicidade senão na compania do outro.

 

Encontrar a delicadeza de um amor verdadeiro nem sempre é algo que acontece de forma espetacular e sob grandes efeitos especiais. Talvez a ternura de um carinho sincero esteja mais ligada a amizade que ao desejo. Sendo assim, amar nada mais é que ter um amigo muito especial. Um amigo tão íntimo que conhece o mais profundo de nós mesmos.

Aí daquele que não sabe retribuir um amor real…

Pode parecer fácil se relacionar, mas não é fácil fazer brotar algo real.

 

E Deus disse: “-Que se faça a Luz!”

E tirou os homens da escuridão perversa em que estava seus corações.

E a Terra, agora iluminada, tornou-se o caminho para a regeneração.

Não façais como o incrédulo que teme a face do Pai.

Não temais mal algum, mesmo diante de um vespeiro inteiro.

Coloca teus olhos mais adiante e prossegue sem ao menos pestanejar.

As provações estavam no caminho, mas Deus, nosso Pai, iluminou teu caminhar para que enxergues todas as belezas que vais encontrar.

Que ninguém te desvies do caminho do bem, e que nenhuma palavra amarga seja capaz de te parar.

Que as críticas seja algo que lhe faça crescer, e os elogios não te ensoberbeçam.

Olha para um lago de águas cristalinas e deseje que para todo o sempre sua imagem seja assim tão límpida.

Não há mal nenhum em querer ser melhor. Há mal em não querer o melhor para os outros.

A vida começa quando você realmente abre os olhos e vê…

Vê quem está ao seu lado e lhe pede ajuda…

Vê as coisas maravilhosas que Deus te entregou a fim de que fosses instrumento de fé e caridade.

A vida começa quando você descobre que as dores são passageiras e que elas nos tornam mais fortes.

Você começa a ser feliz quando para de olhar tanto para o que os outros têm, e começa a olhar para o que você é!

Ser feliz é acordar todas as manhãs preparado pra o que der e vier!

 

criado por lilinhamorim    15:18 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, ,

11.4.09

Incapacitante mesmo é o que meu coração sente

 

Eu tive, durante muito tempo, sérios problemas com enxaqueca… Ela é entendida como uma patologia incapacitante… E quem já teve uma dor tão horrível, vai concordar comigo que o termo mais correto é esse mesmo: Incapacitante!

Você não sente vontade de fazer nada, de pensar em nada… você não quer nada, por que nada resolve, nada vai te fazer feliz, a não ser que aquele dor insuportável desapareça…

Talvez a comparação que estou prestes a fazer seja vista como infeliz, mas vou fazer mesmo assim… (hehe)

Eu tenho realmente pensado que a Paixão é tão incapacitante quanto a enxaqueca que eu tinha, com a diferença que eu me sinto feliz ao invés de triste, sinto felicidade ao invés de dor…

Mas já sobre os outros sintomas… não sei se posso dizer a mesma coisa…

A paixão é tão cruel que nos impede de querer fazer qualquer outra coisa que não seja pensar na pessoa querida, ela impede de querer fazer qualquer coisa, se essa coisa não tiver ligada a pessoa que desejamos… E pior, nem mesmo se a pessoa estiver por perto, a paixão não vai embora, pelo contrário, ela só aumenta…

Definitivamente a sensação mais gostosa que se pode ter, é também a mais incapacitante. Por que o mundo não pára pra que você se apaixone tanto quanto não pára pra você consertar seu coração quando ele foi partido…

O mundo simplesmente não pára!

E as provas, os trabalhos, a família, o chefe, os pacientes… tudo continua acontecendo exatamente igual…

E lá está você com todos os seus afazeres a te esperar… e a sua cabeça, essa bendita, decidiu obedecer o coração e pensar praticamente 24 horas por dia no objeto de desejo.

Adoraria ter um remédio pra tomar que durasse 6 horas… durante os meus afazeres não lembrarei de você! E… plim… todos os meus trabalhos voltariam ao normal, minha capacidade intelectual se voltaria novamente pra faculdade e não mais pro amor…

Fazia tempo que não me apaixonava… já nem lembrava que podia ser algo tão forte assim…

É uma delicia… mas que às vezes prejudica meu rendimento… ah, isso prejudica…

Quem nunca ficou a devanear saboreando cada lembrança com uma pessoa especial que atire a primeira pedra!

;)

criado por lilinhamorim    4:54 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, ,

25.3.09

Com os pés no chão…

 Aqui no meu blog eu geralmente trato de assuntos subjetivos, de sentimentos, emoções, escolhas, filosofias… Hoje, porém, quero colocar os pés no chão, falar de uma realidade que me assombra…

Como futura psicóloga, que sou, defendo o trabalho da Psicologia como ciência, enquadrada dentro de padrões éticos e humanos que só tendem a beneficiar a sociedade e aos indivíduos que dela se fazem usar.

É óbvio que, como em qualquer profissão, a minha também requer do profissional um comportamento ético e respeitoso, mas é claro também que existem profissionais que não estão antenados para isso, que desrespeitam o mais básico da democracia: o principio da dignidade humana assegurado pelas leis que regem nosso país.

A despeito de muita gente que condena as práticas homossexuais, o profissional de Psicologia tem o dever e a obrigação de zelar pela integridade e respeito ao ser humano, independente da sua inclinação sexual.

O que quero dizer aqui é que me irrita muito pensar em pessoas que se formam para cuidar do outro, mas que se mantém atrelados a todo um padrão preconceituoso enraizado em nossa sociedade. É impossível fechar os olhos diante das transformações sociais que vem ocorrendo por todo o mundo, e me atenho ao nosso país, dizendo simplesmente que a diversidade cultural que temos aqui nos mostra a não possibilidade de uma padronização do que é certo ou do que é errado.

É imprescindível que aprendamos a lidar com o diferente.

Nós mulheres saímos em busca da igualdade, encontramos um mundo de possibilidades, e muitas vezes fomos (e ainda somos) classificadas como inferiores aos homens. Os negros, lutando por seus direitos, muitas vezes se depararam com a injustiça de ter seus conhecimentos diminuídos por sua cor. Como se alguém pudesse decidir o que é certo. Como se existisse provas de que homens são melhores que mulheres, brancos melhores que negros, e assim por diante.

O preconceito, meus amigos, que lhes chamo à razão, vai desde o transeunte mal arrumado que passa ao seu lado, até o homossexual que encaras como um alienígena diante de ti. Eu só queria lembrar uma coisa: brancos ou não, héteros ou não,  católicos, evangélicos, judeus, ou não… cada uma dessas pessoas tem suas vivências, tem seus direitos, seus deveres, e principalmente: Têm sentimentos!

Antes de julgar, antes de mal-tratar, ponha-se no lugar do outro. Pense, uma vez que seja, como seria se sentir tão diferente num mundo que tem medo do que os outros pensam.

E se você for do tipo religioso, lembre-se da máxima que Jesus Cristo apontou: - Quem for desprovido de qualquer pecado, que atire a primeira pedra.

Faça um exame de consciência, é tão puro assim que pode julgar o outro?

Julgando ou não, achando certo ou não, aprenda simplesmente a respeitar. Será que é tão dificil?

 

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24.3.09

Não importa o quanto dói… Desapegue-se!

Amor versus apego…

Não é a primeira vez que desejo abordar esse tema aqui… algumas vezes já tentei escrever algo sobre amor, sobre apego, usando a máxima da água nas mãos… abrir de mais as mãos ou fechá-la demais? Ambas implicariam em perder o liquido mais sublime (o único que realmente mata a sede) que se encontrava na palma da sua mão…

Uma pessoa muito especial uma vez postou em seu blog o conto da tina quente… que também me deixou muito comovida… o urso, faminto, agarrou-se a uma tina de comida deixada pelos caçadores que havia saído, por um tempo do acampamento, porém, acreditando que a dor que queimava suas patas era de alguém tentando tirar o alimento de suas garras, lutou, até a morte, agarrado, cada fez com mais força, a tina que queimava seu corpo. (Alguns devem conhecer essa história…)

A questão é que muitas vezes usamos os outros como ferramentas para nossa felicidade, e ao invés de encontrar a felicidade, encontramos dor, encontramos sofrimento, muitas vezes fazendo com que o outro carregue um peso enorme em seus ombros…Um peso que ninguém é capaz de suportar: a obrigação de nos fazer felizes…

Eu posso falar com gabarito sobre relações assim, eu mesma tenho um certo problema em encontrar essa linha divisória entre amor e apego…

A falta que algumas pessoas me fazem, machucam meu peito de maneira sem tamanho…

Sem brincadeira, existem pessoas que eu amaria poder ter novamente em meu convívio, poder conversar, dividir minha vida e compartilhar da sua… rir até doer a barriga e curar dores emocionais curáveis apenas com a presença de alguém especial… Mas eu simplesmente não posso… essas pessoas estão felizes sem mim… e mesmo que a pontinha do meu egoísmo queira me fazer chorar, estou muito feliz por elas…

E hoje chorei que nem criança, como se visse um filminho da sessão da tarde falando de amor… Daquele amor! Mas fico feliz simplesmente por encontrá-los felizes.

E o que eu posso fazer? Culpar o outro? Culpar a mim? Chorar? Paralisar minha vida?

Bem… talvez a resposta óbvia não seja assim tão fácil na prática… mas, mesmo que doa muito, desapegar-se é a melhor solução!  Saber que a pessoa está bem, que está feliz deve nos servir de bálsamo… e deixar ir… dos pensamentos, das emoções, da nossa vida… talvez seja difícil, mas seja a única maneira de fazer com que novos ventos soprem, novos sentimentos surjam… enquanto estamos presos a uma coisa (ou alguém) fica difícil vislumbrar novos horizontes… E o que importa é que, como pegadas na areia, as marcas vão ficar (e sempre será amor, mesmo tendo mudado!)

Então, se aquele alguém está feliz… vá ser feliz você também. Desapegue-se, mesmo que isso doa muito!

 

P.S.: Estou feliz por vocês!

 

 

 

criado por lilinhamorim    0:57 — Arquivado em: Sem categoria

27.2.09

“O fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho”!!!???

 

Letra de canção cantada e recantada, introjetada nos sonhos como ideal e quase-título da minha própria vida, essa frase é o tema que quero propor…

 

É impossível ser feliz sozinho???

 

O desejar constante de outrem (desejo esse que me persegue, que me fascina, que me perturba) parece não ser um problema exclusivamente meu. A sugestão de que o amor é essencial, que o outro é que nos completa, de que somos metades em busca da completude, panelas em busca de suas tampas, está por todos os lugares.

 

Os blogs-diários contam os mal-fadados relacionamentos desfeitos, os aflitos sofredores de amor, os solitários em busca da paixão…

Os slides que recebemos nos e-mails tentam explicar como o amor é essencial, como ele é lindo, como é causa de um efeito esperado por todos: a felicidade.

 

Quantas histórias já ouvi de pessoas que emendam uma relação na outra, sem tempo pra “respirar” ou mesmo elaborar tudo que viveu… Medo de ficar sozinho, de deixar de sentir o que todos pregam como perfeição.

E existem também aqueles que, aparentemente, tem medo, dificuldade, ou simplesmente está momentaneamente com pouca vontade de se algemar afetivamente a alguém… Mas que ergue a bandeira do “Solteiro sim, sozinho nunca!”.

Todos essas situações refletem a mesma busca que a sociedade parece continuar impondo como sendo necessária e natural: a busca de um par!

 

Mas me pergunto, a felicidade não é discutível?

Que padrão pode ser real quanto existe uma heterogenia tão grande de personalidades, sentimentos e vivências envolvidas? Que meio termo é esse que é tão abrangente?

 

O livro que estou lendo fala de alguns filósofos aparentemente antiquados a esse perfil… Schopenhauer, Nietzche e Kant acreditavam que para ser feliz era necessário buscar a solidão. Esse era o padrão de felicidade deles.

 

“Quanto mais se tem dentro de si, menos se quer dos outros!”

 

Pensando absurdamente em mim mesma e em como encaro as relações interpessoais de maneira quase obrigatórias, penso:

- De quê a gente tem medo ao ficar sozinho? O que é que a gente descobre em si mesmos quando estamos apenas conosco? Quando apenas nós mesmos nos fazemos compania, o que é que é tão ruim de ser visto?

 

Quero dizer com isso que a necessidade de estar constantemente acompanhada parece-me mais uma fuga da realidade em relação a mim mesma do que querer um companheiro… e acredito que essa maneira de mitificar o que é ter alguém ao lado, não se restrinja apenas a mim.

 Será que existem outras “Lilian’s” por aí morrendo de medo de ficarem sozinhas consigo mesmas? Com medo de descobrir o que é que tem por trás de toda essa camada que a sociedade impermeabilizou na sua personalidade?

 

O que proponho discutir aqui são duas coisas, que certamente não conseguirei achar sozinha uma resposta satisfatória:

O que é felicidade? Haja vista que vivemos numa sociedade culturalmente regida pela Igreja que propõe a busca da felicidade extra terrena (ou seja, em outro lugar que não seja a Terra), onde aceitamos as dificuldades da vida esperando por felicidade além-túmulo, o que vem a ser a felicidade? Uma busca constante e inacabável? E se realmente ela for inatingível, porque devemos simplesmente aceitar os padrões que nos são impostos e acreditar que só seremos felizes acompanhados? Se existem pessoas, como os filósofos que citei, que conseguiram encontrar a felicidade (ou seja lá o que for) na própria solidão, porque devemos nos pautar na felicidade a dois como única maneira de se viver bem?

E segunda, se minha teoria (não tão minha assim*) estiver razoavelmente certa, por que é tão difícil conhecer a si mesmo? Do que temos tantos medo de encontrar quando olhamos o espelho da própria alma?

 

 

É… a minha busca interior é por crescimento! Mas muitas vezes ela se depara com uma barreira muito grande: minha carência afetiva! E é por isso que essas discussões me parecem tão pertinentes, mesmo sendo inacabadas!

Faz sentido?

 

Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um.”  Fernando Pessoa

criado por lilinhamorim    6:07 — Arquivado em: Sem categoria

17.2.09

Redescobrir para seguir…

Hoje me olhei no espelho e perguntei: “Quem é você?”.

A garota do espelho me respondeu através do seu olhar…

Aquele olhar era meigo e ao mesmo tempo surpreendentemente misterioso…

Era um olhar de “adivinhe se puder” que me transmitiu uma vontade tremenda de buscar a resposta exata pra minha pergunta…

Fingi não me importar por um tempo…

Mas ela me conhecia… só Deus sabe como, mas ela sabia que eu não sossegaria sem uma resposta palpável…

Aos poucos a curiosidade foi maior que o orgulho, e fui investigando seus traços, seus comportamentos e aquele sentimento que inundava meu coração quando meus olhos cruzavam com os dela…

Tentava entendê-la… como se fosse um quebra-cabeças de milhões de peças…

Aquele mistério me instigava e ao mesmo tempo me atormentava…

Era uma imagem tão comum pra mim…

Mas o que haveria de surpreendente para ser descoberto atrás daquele olhar?

Olhei uma vez mais e descobri nela uma vontade irremediável de viver… de amar… de sentir tudo com muita intensidade… meio termo, pra aquela garota, era algo enfadonho demais…

Ela parecia não ter medo… mas ao mesmo tempo guardava algo de infantil em busca de carinho e proteção…

Era uma menina… era uma mulher…

Era um ser constituído de uma infinidade de sentimentos, lembranças, sonhos…

Era alguém em constante transformação e evolução…

Alguém em quem eu realmente podia confiar…

De repente uma súbita consciência me invadiu…

Aquela imagem refletida no espelho era eu…

Cheia de defeitos e qualidades, contrariedades e vontades…

E incrível… Um ser a ser redescoberto a cada novo dia!

criado por lilinhamorim    3:30 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, ,

11.2.09

Crescimento emocional

 

Dispêndio emocional desnecessário e gratuito… é assim que (HOJE) eu denomino todas às vezes que parei meu mundo pra chorar, me descabelar e me perguntar: “Por quê não eu?”.

Olho pra mesinha de cabeceira ao lado da minha cama e vejo os inúmeros livros que comecei e não terminei de ler… Eles são só um indício de quantas coisas na minha vida deixei passar pra sentir toda a dor de sofrer por amor… Desnecessariamente, diga-se de passagem.

Às vezes me pergunto se maturidade emocional não seja realmente quase sinônimo de frieza emocional… Por vezes quero acreditar que não… Mas algumas outras vezes, tudo isso fica muito confuso aqui dentro de mim…

O que sei das minhas experiências e que posso afirmar, com toda certeza, é que tudo passa. E toda vez que algum novo desagradável sentimento insiste em nos perseguir… Ele não é eterno.

Mas a gente insiste em banalizar a nossa capacidade de “sobreviver” ao fim de uma relação.

Se todas as relações estão ou não fadadas, desde o início, ao fim?… não posso dizer!

O que posso afirmar é uma frase batida: “Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe”.

E por mais que acreditamos piamente que morreremos sem uma pessoa… Não morreremos!

Então olho mais uma vez para o que já senti, por inúmeras vezes, e penso: Quanto tempo jogado fora! Quantas lágrimas em vão, enquanto o “alvo” de todo esse deslocamento emocional nem ao menos se importava com qualquer um dos meus ataques neuróticos. Quantas vezes não me permiti ser feliz porque estava ligada demais ao meu passado, a um lamentar sem fim do que se foi!?

Pois digo agora, sabendo que as palavras têm poder: Chega!

Não é revolta, não é revolução… É reconstrução de mim!

E de hoje em diante vou me dar o valor que mereço.

Eu não quero, nem vou, mendigar migalhas de afeto e carinho. Tenho poucos, mas ótimos amigos. E eles sabem me manter atenta ao que há de bom na minha vida.

Raiva, tristeza, vingança… tudo isso é perda de tempo que só faz mal a nós mesmos.

Eu não to dizendo que não vou chorar nunca mais (seria drástico demais pra minha pessoa), mas que não me permito mais fazer um alvoroço por algo que foi lindo enquanto durou… e que sempre será amor… mas que ficará guardado apenas na agenda de recordações onde apenas os bons momentos farão parte.

O fim? É implícito ao começo… Doloroso ou não, ele precisa ser vivido. É luto, e vou elaborá-lo com rapidez.

Tenho livros demais pra ler. Coisas demais pra decidir. Uma vida pra viver. E capacidade de sobra pra fazer o que eu quiser.

Dispêndio emocional, de hoje em diante, só pelo que vale a pena.

E isso não é frieza, é crescimento!

 

 

Como a rosa que desabrocha

Abro minhas pétalas ao mundo

Sedenta por conhecimento,

por maturidade,

por auto-entendimento!

E se ainda não sou uma mulher, é só questão de tempo.

Pouco tempo. E que isto fique claro.

criado por lilinhamorim    1:15 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , ,

1.2.09

“Muito aprendizado e um pouquinho sobre mim…”

 

Dois dias e meio no hospital, um hematoma no braço (por causa do soro), dois dias de insônia noturna, dois quartos diferentes (participando da vida de pessoas diferentes) e uma sala de cirurgia… E muito, mas muitooo aprendizado!

Foi toda essa bagagem que eu trouxe de volta pra casa hoje…

Eu, apesar de ter um lado espiritual que acredito ser de extrema importância na minha vida, não gosto muito de apoiar essa ou aquela religião aqui no blog… gosto de expor meus pensamentos, livres de rotulações… Esse post, porém, corre um sério risco de parecer pregação religiosa… Mas mesmo assim, ele é essencial pra mim!

Tarde de quinta-feira, vencida pela dor no rim esquerdo, estava eu adormecida quando minha mãe beijou de leve minha testa, e me disse para continuar a dormir… Mais tarde ao acordar eu tentava descobrir, ainda na cama, se a presença da minha mãe teria sido algo real ou apenas um sonho… Segundos depois a resposta estava diante dos meus olhos… minha mãe havia despencado mais de 400 km de distância mais uma vez (ela estivera aqui no começo da semana) por conta de toda a preocupação que minhas dores renais estavam lhe causando…

Rápida e certeira como Dona Luiza costuma ser, minha mãe não tardou a conseguir minha internação no hospital e a retirada do cateter que há algum tempo estava me causando dores terríveis…

A ajuda divina parece ter começado aí… Minha mãe soube ir pedir ajuda às pessoas certas… E as pessoas certas souberam ajudar de pronto! (Como se agradece alguém de maneira adequada, hein? Um simples “obrigada!” me parece tão pouco… Pati, Tia Sandra… Simplesmente maravilhosas!)

Lógico que eu não tava lá muito feliz em saber que passaria o fim de semana no hospital… mas as dores ganharam…

A noite de quinta feira passei num quarto do andar de cima… No leito ao lado estava uma mulher que era monitorada durante toda a noite… Eu não consegui dormir, tão entretida estava no livro que o amigo me emprestara, e prestei atenção durante toda a noite nos cuidados e procedimentos que se seguiram com a paciente ao lado… Mediam sua pressão, medicavam-lhe, tiravam-lhe a pressão, anotavam os números do letreiro digital da maquinazinha que estava ao seu lado… enfim… um cuidado atrás do outro…

Enquanto isso ia me perdendo no pessimismo de Schopenhauer e nas descobertas do terapeuta Julius acerca da vida e da morte. Não posso imaginar livro melhor para a “saga” que se seguiria… “A cura de Schopenhaue” de Irvin D. Yalom, sem dúvida teve um papel fundamental em todas as minhas descobertas… e olha que eu estava apenas começando a lê-lo.

Bem, acho importante acrestar que nessa mesma noite eu tive um ataque de ansiedade… uma angústia que machucava meu peito de maneira cruel… vários sentimentos me vinham misturados, eu sentia vontade de gritar, de correr, de ligar pras pessoas que haviam me magoado… de me esconder, de fugir…  tudo ao mesmo tempo. As lágrimas corriam, a raiva parecia tomar conta de mim, e ao mesmo tempo uma auto piedade que me enojava.  Às vezes perco meu controle sobre minhas emoções de tal maneira que me sinto fraca… fraca demais para ser digna de várias coisas… Já encontrei uma série de explicações… mas nenhuma delas ainda conseguiu me explicar porquê essa necessidade de falar… de expor o que me machuca no outro, de lhe dizer que é cruel me fazer sofrer…

Mas enfim… Não sei precisar o momento exato… mas a mulher ao meu lado e eu, até então apenas duas desconhecidas dividindo o mesmo quarto de hospital, destampamos a conversar… Quando percebi já era dia e a mulher havia me contado, antes mesmo do meu café (que eu deveria tomar no máximo até às 7:30, pois depois teria que ficar em jejum o resto do dia), boa parte da história de sua vida…

Sem pormenorizar posso dizer que é uma história de amor, de dor, de garra e principalmente de fé… de uma mulher que soube abandonar um barco que poderia levá-la a naufragar… O seu casamento! E me contava radiante um recomeço, uma nova vida…  A mulher ao meu lado estava fazendo exames cardíacos, sem saber ao certo o que aconteceria dali pra frente, preocupava-se apenas com seus filhos que estavam tristes por não poderem vê-la sempre, como gostariam. Mas ela me passou uma força e uma coragem inexplicáveis.

Começava ali o meu re-maravilhamento pela vida…

A tarde, mais precisamente às 15 horas, fui levada para sala de cirurgia e sedada. Lembro-me apenas de ter sentido muito frio. Ao acordar me encontrava em outro quarto. Minha mãe não estava lá e uma moça simpática me ajudou em tudo que pôde.

Não demorei muito a ficar serelepe, andava pelo corredor do hospital carregando o soro, conversava com a acompanhante da paciente ao meu lado, e algumas enfermeiras não achavam muito ruim de ficar em nosso quarto por mais tempo que o necessário… RS

Ao meu lado estava uma paciente que havia operado um aneurisma cerebral… sua filha a acompanhava… e me fazia compania… sem dúvida essas duas mulheres foram responsáveis, talvez sem saber, por um dos maiores exemplo de vida que eu já pude ver…

A senhora ao meu lado estava completamente entubada… soro, cateter, drena e uma série de caninhos faziam parte do cenário “montado” ao meu lado… Impossível explicar o meu desespero e preocupação quando a senhora, até então sonolenta e que pouco se mexia, recém saída de um coma de uma cirurgia que havia durado 14 horas, começou a tentar se levantar, cansada estava de permanecer aqueles 5 dias após a cirurgia deitada. Pouco era possível se entender do que ela falava… mais de uma vez virei de lado e chorei baixinho pra sua filha não ouvir, mas me emocionava muito ver a situação daquele senhora…

Mas diferente de mim a filha dela, que a acompanhava, não demonstrava muito apreensão… pelo contrário… exultava-se de felicidade a cada novo gesto da mãe que estava tendo tanta força e coragem de se recuperar…

Por mais de uma vez não pude conter as lágrimas…

Era uma mulher lutando contra a morte… sem se desesperar… e uma filha corajosa segurando a mãe pelo braço, dizendo-lhe: eu tenho fé que você vai falar!

Mãe e filha pareceram criar uma linguagem só delas cm rapidez… e a paciente conseguiu permanecer por mais de uma hora sentada numa cadeira ao lado da maca por onde esteve durante 5 dias consecutivos…

Parecia impossível a cena que eu via diante de mim… Uma mulher com cortes na cabeça e no pescoço, com fios até a alma, sem conseguir se comunicar tinha um brilho nos olhos… um brilho que eu não andava vendo em mim mesma há algum tempo!

E aquela filha parecia não esmorecer… mulher de coragem… eu mal sabia, mas aquele era apenas o começo do que ela ia me ensinar…

Eu, pomposa, ostentava meu livro de mais de 300 páginas na mesinha ao lado da minha cama… mas jamais poderia imaginar que a mulher que agora acabara de se colocar diante de mim (a filha), que acabara de me dizer que não gostava de ler, a não ser a Bíblia, poderia me ensinar coisas de tanto valor…

Um valor que não se aprende em livros…

O livro que eu estava lendo estava trazendo uma perspectiva que agora se apresentava de verdade pra mim: a morte!

Eu nunca tivera contato real com ela… ela nunca fora vívida pra mim… aquela noite me apresentou o que ela era… e o livro complementou…

Eu ainda não terminei de ler o livro, mas até então ele estava me fazendo repensar muitas coisas… e uma delas era o valor da minha profissão de Psicóloga. Ele faz um balanço interessante entre gênios da filosofia e o trabalho terapêutico…

Mas, enfim… A acompanhante da paciente ao lado (que agora eu suspeitava, devia ser um anjo), me fez, sem pedir qualquer coisa, abaixar minha cabeça e chorar baixinho…

Ela me falou o valor da minha profissão de uma maneira que nenhum professor, mesmo os mais apaixonados, jamais tinham me falado… aquela simples dona de casa… crente em sua fé  em Deus, me fez chorar arrependida por cada vez que duvidei da minha força, da minha coragem… e me disse: Você não é nada… nada versus nada… até reconhecer o poder de Deus… e me disse única coisa eu precisava ouvir para começar um ano de estágios, onde vou lidar com gente… “Quando você falar… não será você falando… será Deus usando a tua boca… deus escolhe… e ele escolheu você!”

Minha pele arrepiou inteira!

Depois de 4 anos de faculdade… era aquilo que eu precisava ouvir… Tão simples…

E ela me disse mais… me contou de toda a estadia dela e da mãe no hospital… e me disse (e eu sentia que era verdade) com um sorriso nos lábios que ela sabia que a mãe logo estaria bem… e foi me contando cada graça que Deus lhe concedera…

Mas me contou também que aquele Deus não concedera nada de graça… e me disse que a gente pode mudar se quiser… e que Deus mostra como somos problemáticos pra nos curarmos…

Interessante… depois  que ela saiu do quarto voltei a ler o livro, e Julius, o protagonista do livro, falava sobre se reinventar… contou que aos 15 anos ele se transformou… do garoto rebelde ao garoto popular, só precisou de força de vontade e um novo ambiente.

Como a maioria dos filósofos, Schopenhauer também era cético. Mas eu acredito que todo mal tem seu bem (e vice-e-versa) e por isso não é difícil transformar as palavras dele dentro do meu conceito de realidade…

Não foi só essa mulher e toda sua história de vida que me fez permanecer acordada durante toda noite (e todo o dia depois também)… Mas cada uma das histórias, dos pedidos de ajuda que vi lá, e principalmente dos enfermeiros…

Se realmente só quem teve muito amor é que pode dar amor de verdade… eu não sei! (Uma das teorias apresentadas no livro) Mas aqueles enfermeiros tinham, sem dúvida, o mais puro dom de amar…

Cuidar das vidas com tal paciência e dedicação… É só por Deus… Schopenhauer certamente não conseguiria compreender tamanha bondade, ele dificilmente acreditava na bondade humana…

Lendo um livro de controvérsias e pensando em tudo que vi, ouvi e senti… posso dizer que não se sabe o que é bem sem conhecer o mal… a felicidade sem se conhecer a tristeza… e nem se sabe o que é a força… sem se conhecer o desespero!

Cada um de nós tem plantado dentro de si uma sementinha de amor… por si mesmo e pelos outros… eu chamo de Deus… você, chame do que quiser… não importa…

O que importa é que possamos regar essa sementezinha pra que ela cresça e possa produzir frutos…

 

 

 

Se ao menos uma pessoa entender o que estou dizendo, então eu terei feito o que precisava ser feito!

 

 

 

(Sem dúvida o meu posto mais longo. Recomendo que você leia o livro que tanto cito aqui e que possa olhar com olhos humanos o sofrimento humano, não só pra “descobrir” o quanto sua vida é boa… mas para descobrir de que maneira você pode contribuir para um amanhã melhor!)

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