Pedaços de mim!!!

Leves, livres e soltos pensamentos meus pairando pelo ar… Críticas, lamentos, dores e amores… e um pouco de paz! Meu blog, meu cantinho pra desabafar!

19.11.08

É sempre amor mesmo que mude…

 

Ontem fiz 21 anos de idade… e a música que mais me veio à cabeça durante todo dia foi essa… “Mesmo que mude”, do Bidê ou balde.
Hoje vejo essa música de maneira totalmente diferente de como a via há um ano atrás… e acho que o mais incrível da vida é realmente esse, poder fazer releituras do se vê, do que se ouve, do que se sente, do que se é…
e poder renovar-se a cada dia… Afinal não somos estáticos…

Antes eu a entendia como uma canção que fala de um amor não correspondido… Um alguém esperando sempre o outro alguém voltar…

Hoje, quando a ouço, penso logo numa crônica do Arnaldo Jabor:
“Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:- ‘Ah, terminei o namoro… ‘- ‘Nossa, quanto tempo?’- ‘Cinco anos… Mas não deu certo… Acabou’- É, não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. (…)”

(O restante dessa poesia poderia estar em um post meu recente, sobre metades de laranjas, fala muito a respeito disso…)
Mas hoje o que essa música me faz pensar é que “É sempre amor mesmo que mude, (…) é sempre amor mesmo que alguém se esqueça o que passou!”.
Algumas pessoas do meu convívio preferem terminar um relacionamento e alimentar uma enorme antipatia pela pessoa com quem dividiu dias, meses, anos de sua vida…
Uma pessoa que ela escolheu um dia para compartilhar de momentos bons ou ruins, deixou que entrasse e conhecesse um pouco do seu dia-a-dia, sua rotina, família e principalmente dos seus sentimentos…
E ao alimentar tamanho rancor devido a um fim trágico, complicado ou inesperado, essa pessoa acaba esquecendo-se de tudo que sentiu ao lado da outra, de tudo que viveu… E que se quis estar ao lado desse alguém, havia uma razão!
É sempre amor mesmo que mude… simplesmente porque hoje o sentimento pode ter mudado, mas aquele momento fica pra sempre em nossas memórias, eternizado!

O mais incrível de ser humana é que posso errar, posso raciocinar e perceber que algumas coisas não precisam ser iguais pra vida toda para continuarem sendo reais!

Hoje olho com muito mais leveza para o meu passado. Passado esse que, certamente, me causou uma infinidade de dores, de amores, de amizades, de sentimentos tortuosos e muitas vezes inacabados… mas cada um deles foi real e importante ao seu modo… e me tornou a pessoa que sou hoje…
Cada pessoa que passa deixa um pouquinho de si para nós… acho que cabe somente a gente entender o que fazer com esse pedacinho!
Se até as pedras se movem, porque você seria estático?

Que tal rever seus conceitos?

Acho que to falando de tudo isso por um motivo simples… mesmo que eu saiba que o aniversário é uma data como outra qualquer, acabo sempre esperando que algumas pessoas se lembrem de mim nesse dia… não estou falando de me presentear ou me agradar com palavras de elogio muitas vezes de cunho social… estou falando daquela lembrança de mim como ser humano que está fazendo 21 anos, e há algum tempo vem participando (ou participou) da vida desse alguém…

Enfim, mesmo que tudo mude, que algumas dores até mesmo aumentem… é sempre amor o que tivemos… mesmo que fique guardado apenas nos arquivos ocultos do meu coração…

 

P.S.: Escolhi a figura de uma borboleta pra esse post pq é o que, pra mim, mais representa a palavra chave de hoje: transformação!

criado por lilinhamorim    2:24 — Arquivado em: Sem categoria

11.11.08

Ninjutsu – a arte ninja

 

O que geralmente se pensa ao ouvir o termo “ninja” é em uma pessoa hábil, rápida, eficaz e silenciosa em armar estratégias para matar alguém .
Se essa arte se restringisse realmente a isso talvez ela não fosse mais útil…
Mas o que tenho lido a respeito dela me fez acreditar que talvez essa arte devesse ser obrigatória para todo mundo…

A questão não é aprender a matar…
Mas aprender a ter paciência, o dom natural de esperar, perseverar e alcançar o que de fato se faça necessário.
A fim de aprender lidar com as dificuldades que possam surgir, o ninja tem que ter um completo autoconhecimento, e uma sinceridade, consigo mesmo e com os outros, acima de qualquer coisa.

Entender quais são seus aspectos positivos e negativos é poder planejar de forma mais sensata como lidar proveitosamente em cada artimanha do inimigo…

Talvez o inimigo não seja mais o grande lorde feudal que tenta atacar seu castelo… Mas sim cada dificuldade do dia a dia que exige de nós medidas criativas para aprender driblar os impasses que vão aparecendo.

É óbvio que eu não estou falando apenas do ninjutsu, eu estou falando sobre a arte de se conhecer… de acreditar… de perseverar,,, de ter paciência… de conseguir usar suas características da melhor maneira possível.

” Para vencer o inimigo, os ninja acreditavam que o primeiro passo era superar a si mesmo. O ego é o alvo principal. Grande parte do perigo aos quais alguém pode estar exposto tem origem na falta de controle da vaidade. A derrota do ego, sugere o ninjutsu, deve ser feita por um constante exercício de autoconhecimento.”

O ninja tem consciência de si mesmo e está sempre atento à realidade exterior, de tal forma que pode adaptar-se a qualquer situação.

Autoconhecimento e atenção aguçada compõem a fórmula ninja para não ter surpresas: nem o inimigo nem você mesmo agirão de maneira inesperada.

Quem será meu maior inimigo? Os outros ou eu mesmo?
Quando eu não me conheço não consigo supor quais serão minhas reações e não consigo lidar com todas as frustrações…

Quem é seu maior inimigo? Aquele que te magoa ou você que não sabe lidar com isso?

Sinceridade, o melhor remédio, tanto para consigo quanto para com os outros…

criado por lilinhamorim    4:42 — Arquivado em: Sem categoria

1.11.08

Sobre Laranjas…

 

Católicos, evangélicos, espíritas, protestantes, judeus, adventistas, ateus, agnósticos…

 

Que me perdoem todos… mas todos esses, e mais, são um bando de…

 

Metades de laranjas… Panelas destampandas procurando o encaixe perfeito…

 

Espera, espera… não estou criticando… (ou será que estou?)

Mas tenho percebido que a religião vem mesmo para preencher algo de inacabado que a maioria de nós temos dentro do coração…

 

Tenho percebido que a maioria das religiões tem uma mesma linha de racíocinio sobre vários assuntos… Mudam-se apenas os nomes e as discussões aparecem…

 

Mas o que importa é o que a religião faz com o indivíduo no seu intimo,

uma reconstrução que parece mexer com a pessoa de maneira a lhe proporcionar um sentimento de paz, de encontro para uma busca pertinente e aparentemente sem fim…

 

A sociedade nos formou como metades de laranjas, sempre em busca do par perfeito, ou de algo que preencha em nós o vazio que o perfeccionismo e consumismo acabou gerando…

 

Cada um busca em coisas diferentes esse "super tamp buracos de coração"…

 

Um compra demais… outro ama demasiadamente… aquele ali come em excesso… e um outro é obssessivo por sua religião…

Cada um procura uma tampinha que caiba na sua panela…

 

O maior problema é a percepção de que geralmente essas tampas se afrouxam com o tempo…

 

Em algumas Igrejas evangélicas, seus dirigentes prezam a presença do que eles chamam "o primeiro amor",

é um sentimento de pertença à Igreja e ao encontro com Deus, que move o fiel cada vez mais em busca desse primeiro sentimento de completude…

 

Nós, seres humanos, buscamos esse sentimento o tempo todo…

e por saber o quanto ele faz bem, vivemos e busca dele,,,

 

A religião veio sanar muitas mazelas dos corações infelizes,  e a discussão não é se é benéfico ou não…

 

Mas sim a percepção de que buscamos encontrar a outra metade de nós… como se pudessemos encontrá-la fora de nós…

e aí que essa busca parece cansativa…

Por que, seja o amor de Deus, o amor de alguém, um produto novo na prateleira…

nada vai nos completar se já não formos completos…

 

Completude é quando você abre seu coração para dividir aquilo que já tem…

 

viver em busca de algo que te complete, sem buscar dentro de si mesmo essa mágica, é como tentar andar equilibrado tendo apenas uma das pernas…

Nós não somos metades, somos inteiros… o difícil é só entender que o que a gente tanto procura não vem de fora, vem de dentro…

 

Deus só pode agir sobre mim (quando eu busco uma religião) se eu me der inteira pra ele… e pra aqueles que não acreditam em Deus, nós sabemos que existem ainda outras formas da busca de completude…

e, ao meu ver, até mesmo a falta de crença em algo superior é uma busca do que vem de fora…

Uma prova maior que possa dilacerar seu coração e mostrar-lhe o quanto ele era metade, até encontrar algo que lhe fizesse ser inteiro…

 

Perai, tá tudo muito confuso…

Eu não sou metade, nem você é também… você não vai me completar, nem eu à você…

Nós dois seremos duas pessoas inteiras, dividindo experiências, vivências e sentimentos a fim de buscar algo que engrandeça aquilo que já somos…

 

Eu sou uma pessoa inteira que busca na religião um deus inteiro…

e ele vai me dar, não aquilo que me falta, mas olhos para ver aquilo que eu esqueci que tenho…

 

Religião, namoro, casamento, roupas, sapatos, eletrônicos…

 

O mundo evolui baseado no buraco que cresce no coração de cada um de nós… e só nós podemos perceber isso e dar fim a esse vazio romantizado…

 

Eu quero ser uma laranja inteira… redondinha… capaz de estar com alguém porque eu quero, não porque tenho extrema necessidade disso…

 

 

 

 

criado por lilinhamorim    15:50 — Arquivado em: Sem categoria

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