Pedaços de mim!!!

Leves, livres e soltos pensamentos meus pairando pelo ar… Críticas, lamentos, dores e amores… e um pouco de paz! Meu blog, meu cantinho pra desabafar!

27.2.09

“O fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho”!!!???

 

Letra de canção cantada e recantada, introjetada nos sonhos como ideal e quase-título da minha própria vida, essa frase é o tema que quero propor…

 

É impossível ser feliz sozinho???

 

O desejar constante de outrem (desejo esse que me persegue, que me fascina, que me perturba) parece não ser um problema exclusivamente meu. A sugestão de que o amor é essencial, que o outro é que nos completa, de que somos metades em busca da completude, panelas em busca de suas tampas, está por todos os lugares.

 

Os blogs-diários contam os mal-fadados relacionamentos desfeitos, os aflitos sofredores de amor, os solitários em busca da paixão…

Os slides que recebemos nos e-mails tentam explicar como o amor é essencial, como ele é lindo, como é causa de um efeito esperado por todos: a felicidade.

 

Quantas histórias já ouvi de pessoas que emendam uma relação na outra, sem tempo pra “respirar” ou mesmo elaborar tudo que viveu… Medo de ficar sozinho, de deixar de sentir o que todos pregam como perfeição.

E existem também aqueles que, aparentemente, tem medo, dificuldade, ou simplesmente está momentaneamente com pouca vontade de se algemar afetivamente a alguém… Mas que ergue a bandeira do “Solteiro sim, sozinho nunca!”.

Todos essas situações refletem a mesma busca que a sociedade parece continuar impondo como sendo necessária e natural: a busca de um par!

 

Mas me pergunto, a felicidade não é discutível?

Que padrão pode ser real quanto existe uma heterogenia tão grande de personalidades, sentimentos e vivências envolvidas? Que meio termo é esse que é tão abrangente?

 

O livro que estou lendo fala de alguns filósofos aparentemente antiquados a esse perfil… Schopenhauer, Nietzche e Kant acreditavam que para ser feliz era necessário buscar a solidão. Esse era o padrão de felicidade deles.

 

“Quanto mais se tem dentro de si, menos se quer dos outros!”

 

Pensando absurdamente em mim mesma e em como encaro as relações interpessoais de maneira quase obrigatórias, penso:

- De quê a gente tem medo ao ficar sozinho? O que é que a gente descobre em si mesmos quando estamos apenas conosco? Quando apenas nós mesmos nos fazemos compania, o que é que é tão ruim de ser visto?

 

Quero dizer com isso que a necessidade de estar constantemente acompanhada parece-me mais uma fuga da realidade em relação a mim mesma do que querer um companheiro… e acredito que essa maneira de mitificar o que é ter alguém ao lado, não se restrinja apenas a mim.

 Será que existem outras “Lilian’s” por aí morrendo de medo de ficarem sozinhas consigo mesmas? Com medo de descobrir o que é que tem por trás de toda essa camada que a sociedade impermeabilizou na sua personalidade?

 

O que proponho discutir aqui são duas coisas, que certamente não conseguirei achar sozinha uma resposta satisfatória:

O que é felicidade? Haja vista que vivemos numa sociedade culturalmente regida pela Igreja que propõe a busca da felicidade extra terrena (ou seja, em outro lugar que não seja a Terra), onde aceitamos as dificuldades da vida esperando por felicidade além-túmulo, o que vem a ser a felicidade? Uma busca constante e inacabável? E se realmente ela for inatingível, porque devemos simplesmente aceitar os padrões que nos são impostos e acreditar que só seremos felizes acompanhados? Se existem pessoas, como os filósofos que citei, que conseguiram encontrar a felicidade (ou seja lá o que for) na própria solidão, porque devemos nos pautar na felicidade a dois como única maneira de se viver bem?

E segunda, se minha teoria (não tão minha assim*) estiver razoavelmente certa, por que é tão difícil conhecer a si mesmo? Do que temos tantos medo de encontrar quando olhamos o espelho da própria alma?

 

 

É… a minha busca interior é por crescimento! Mas muitas vezes ela se depara com uma barreira muito grande: minha carência afetiva! E é por isso que essas discussões me parecem tão pertinentes, mesmo sendo inacabadas!

Faz sentido?

 

Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um.”  Fernando Pessoa

criado por lilinhamorim    6:07 — Arquivado em: Sem categoria

17.2.09

Redescobrir para seguir…

Hoje me olhei no espelho e perguntei: “Quem é você?”.

A garota do espelho me respondeu através do seu olhar…

Aquele olhar era meigo e ao mesmo tempo surpreendentemente misterioso…

Era um olhar de “adivinhe se puder” que me transmitiu uma vontade tremenda de buscar a resposta exata pra minha pergunta…

Fingi não me importar por um tempo…

Mas ela me conhecia… só Deus sabe como, mas ela sabia que eu não sossegaria sem uma resposta palpável…

Aos poucos a curiosidade foi maior que o orgulho, e fui investigando seus traços, seus comportamentos e aquele sentimento que inundava meu coração quando meus olhos cruzavam com os dela…

Tentava entendê-la… como se fosse um quebra-cabeças de milhões de peças…

Aquele mistério me instigava e ao mesmo tempo me atormentava…

Era uma imagem tão comum pra mim…

Mas o que haveria de surpreendente para ser descoberto atrás daquele olhar?

Olhei uma vez mais e descobri nela uma vontade irremediável de viver… de amar… de sentir tudo com muita intensidade… meio termo, pra aquela garota, era algo enfadonho demais…

Ela parecia não ter medo… mas ao mesmo tempo guardava algo de infantil em busca de carinho e proteção…

Era uma menina… era uma mulher…

Era um ser constituído de uma infinidade de sentimentos, lembranças, sonhos…

Era alguém em constante transformação e evolução…

Alguém em quem eu realmente podia confiar…

De repente uma súbita consciência me invadiu…

Aquela imagem refletida no espelho era eu…

Cheia de defeitos e qualidades, contrariedades e vontades…

E incrível… Um ser a ser redescoberto a cada novo dia!

criado por lilinhamorim    3:30 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, ,

11.2.09

Crescimento emocional

 

Dispêndio emocional desnecessário e gratuito… é assim que (HOJE) eu denomino todas às vezes que parei meu mundo pra chorar, me descabelar e me perguntar: “Por quê não eu?”.

Olho pra mesinha de cabeceira ao lado da minha cama e vejo os inúmeros livros que comecei e não terminei de ler… Eles são só um indício de quantas coisas na minha vida deixei passar pra sentir toda a dor de sofrer por amor… Desnecessariamente, diga-se de passagem.

Às vezes me pergunto se maturidade emocional não seja realmente quase sinônimo de frieza emocional… Por vezes quero acreditar que não… Mas algumas outras vezes, tudo isso fica muito confuso aqui dentro de mim…

O que sei das minhas experiências e que posso afirmar, com toda certeza, é que tudo passa. E toda vez que algum novo desagradável sentimento insiste em nos perseguir… Ele não é eterno.

Mas a gente insiste em banalizar a nossa capacidade de “sobreviver” ao fim de uma relação.

Se todas as relações estão ou não fadadas, desde o início, ao fim?… não posso dizer!

O que posso afirmar é uma frase batida: “Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe”.

E por mais que acreditamos piamente que morreremos sem uma pessoa… Não morreremos!

Então olho mais uma vez para o que já senti, por inúmeras vezes, e penso: Quanto tempo jogado fora! Quantas lágrimas em vão, enquanto o “alvo” de todo esse deslocamento emocional nem ao menos se importava com qualquer um dos meus ataques neuróticos. Quantas vezes não me permiti ser feliz porque estava ligada demais ao meu passado, a um lamentar sem fim do que se foi!?

Pois digo agora, sabendo que as palavras têm poder: Chega!

Não é revolta, não é revolução… É reconstrução de mim!

E de hoje em diante vou me dar o valor que mereço.

Eu não quero, nem vou, mendigar migalhas de afeto e carinho. Tenho poucos, mas ótimos amigos. E eles sabem me manter atenta ao que há de bom na minha vida.

Raiva, tristeza, vingança… tudo isso é perda de tempo que só faz mal a nós mesmos.

Eu não to dizendo que não vou chorar nunca mais (seria drástico demais pra minha pessoa), mas que não me permito mais fazer um alvoroço por algo que foi lindo enquanto durou… e que sempre será amor… mas que ficará guardado apenas na agenda de recordações onde apenas os bons momentos farão parte.

O fim? É implícito ao começo… Doloroso ou não, ele precisa ser vivido. É luto, e vou elaborá-lo com rapidez.

Tenho livros demais pra ler. Coisas demais pra decidir. Uma vida pra viver. E capacidade de sobra pra fazer o que eu quiser.

Dispêndio emocional, de hoje em diante, só pelo que vale a pena.

E isso não é frieza, é crescimento!

 

 

Como a rosa que desabrocha

Abro minhas pétalas ao mundo

Sedenta por conhecimento,

por maturidade,

por auto-entendimento!

E se ainda não sou uma mulher, é só questão de tempo.

Pouco tempo. E que isto fique claro.

criado por lilinhamorim    1:15 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , ,

1.2.09

“Muito aprendizado e um pouquinho sobre mim…”

 

Dois dias e meio no hospital, um hematoma no braço (por causa do soro), dois dias de insônia noturna, dois quartos diferentes (participando da vida de pessoas diferentes) e uma sala de cirurgia… E muito, mas muitooo aprendizado!

Foi toda essa bagagem que eu trouxe de volta pra casa hoje…

Eu, apesar de ter um lado espiritual que acredito ser de extrema importância na minha vida, não gosto muito de apoiar essa ou aquela religião aqui no blog… gosto de expor meus pensamentos, livres de rotulações… Esse post, porém, corre um sério risco de parecer pregação religiosa… Mas mesmo assim, ele é essencial pra mim!

Tarde de quinta-feira, vencida pela dor no rim esquerdo, estava eu adormecida quando minha mãe beijou de leve minha testa, e me disse para continuar a dormir… Mais tarde ao acordar eu tentava descobrir, ainda na cama, se a presença da minha mãe teria sido algo real ou apenas um sonho… Segundos depois a resposta estava diante dos meus olhos… minha mãe havia despencado mais de 400 km de distância mais uma vez (ela estivera aqui no começo da semana) por conta de toda a preocupação que minhas dores renais estavam lhe causando…

Rápida e certeira como Dona Luiza costuma ser, minha mãe não tardou a conseguir minha internação no hospital e a retirada do cateter que há algum tempo estava me causando dores terríveis…

A ajuda divina parece ter começado aí… Minha mãe soube ir pedir ajuda às pessoas certas… E as pessoas certas souberam ajudar de pronto! (Como se agradece alguém de maneira adequada, hein? Um simples “obrigada!” me parece tão pouco… Pati, Tia Sandra… Simplesmente maravilhosas!)

Lógico que eu não tava lá muito feliz em saber que passaria o fim de semana no hospital… mas as dores ganharam…

A noite de quinta feira passei num quarto do andar de cima… No leito ao lado estava uma mulher que era monitorada durante toda a noite… Eu não consegui dormir, tão entretida estava no livro que o amigo me emprestara, e prestei atenção durante toda a noite nos cuidados e procedimentos que se seguiram com a paciente ao lado… Mediam sua pressão, medicavam-lhe, tiravam-lhe a pressão, anotavam os números do letreiro digital da maquinazinha que estava ao seu lado… enfim… um cuidado atrás do outro…

Enquanto isso ia me perdendo no pessimismo de Schopenhauer e nas descobertas do terapeuta Julius acerca da vida e da morte. Não posso imaginar livro melhor para a “saga” que se seguiria… “A cura de Schopenhaue” de Irvin D. Yalom, sem dúvida teve um papel fundamental em todas as minhas descobertas… e olha que eu estava apenas começando a lê-lo.

Bem, acho importante acrestar que nessa mesma noite eu tive um ataque de ansiedade… uma angústia que machucava meu peito de maneira cruel… vários sentimentos me vinham misturados, eu sentia vontade de gritar, de correr, de ligar pras pessoas que haviam me magoado… de me esconder, de fugir…  tudo ao mesmo tempo. As lágrimas corriam, a raiva parecia tomar conta de mim, e ao mesmo tempo uma auto piedade que me enojava.  Às vezes perco meu controle sobre minhas emoções de tal maneira que me sinto fraca… fraca demais para ser digna de várias coisas… Já encontrei uma série de explicações… mas nenhuma delas ainda conseguiu me explicar porquê essa necessidade de falar… de expor o que me machuca no outro, de lhe dizer que é cruel me fazer sofrer…

Mas enfim… Não sei precisar o momento exato… mas a mulher ao meu lado e eu, até então apenas duas desconhecidas dividindo o mesmo quarto de hospital, destampamos a conversar… Quando percebi já era dia e a mulher havia me contado, antes mesmo do meu café (que eu deveria tomar no máximo até às 7:30, pois depois teria que ficar em jejum o resto do dia), boa parte da história de sua vida…

Sem pormenorizar posso dizer que é uma história de amor, de dor, de garra e principalmente de fé… de uma mulher que soube abandonar um barco que poderia levá-la a naufragar… O seu casamento! E me contava radiante um recomeço, uma nova vida…  A mulher ao meu lado estava fazendo exames cardíacos, sem saber ao certo o que aconteceria dali pra frente, preocupava-se apenas com seus filhos que estavam tristes por não poderem vê-la sempre, como gostariam. Mas ela me passou uma força e uma coragem inexplicáveis.

Começava ali o meu re-maravilhamento pela vida…

A tarde, mais precisamente às 15 horas, fui levada para sala de cirurgia e sedada. Lembro-me apenas de ter sentido muito frio. Ao acordar me encontrava em outro quarto. Minha mãe não estava lá e uma moça simpática me ajudou em tudo que pôde.

Não demorei muito a ficar serelepe, andava pelo corredor do hospital carregando o soro, conversava com a acompanhante da paciente ao meu lado, e algumas enfermeiras não achavam muito ruim de ficar em nosso quarto por mais tempo que o necessário… RS

Ao meu lado estava uma paciente que havia operado um aneurisma cerebral… sua filha a acompanhava… e me fazia compania… sem dúvida essas duas mulheres foram responsáveis, talvez sem saber, por um dos maiores exemplo de vida que eu já pude ver…

A senhora ao meu lado estava completamente entubada… soro, cateter, drena e uma série de caninhos faziam parte do cenário “montado” ao meu lado… Impossível explicar o meu desespero e preocupação quando a senhora, até então sonolenta e que pouco se mexia, recém saída de um coma de uma cirurgia que havia durado 14 horas, começou a tentar se levantar, cansada estava de permanecer aqueles 5 dias após a cirurgia deitada. Pouco era possível se entender do que ela falava… mais de uma vez virei de lado e chorei baixinho pra sua filha não ouvir, mas me emocionava muito ver a situação daquele senhora…

Mas diferente de mim a filha dela, que a acompanhava, não demonstrava muito apreensão… pelo contrário… exultava-se de felicidade a cada novo gesto da mãe que estava tendo tanta força e coragem de se recuperar…

Por mais de uma vez não pude conter as lágrimas…

Era uma mulher lutando contra a morte… sem se desesperar… e uma filha corajosa segurando a mãe pelo braço, dizendo-lhe: eu tenho fé que você vai falar!

Mãe e filha pareceram criar uma linguagem só delas cm rapidez… e a paciente conseguiu permanecer por mais de uma hora sentada numa cadeira ao lado da maca por onde esteve durante 5 dias consecutivos…

Parecia impossível a cena que eu via diante de mim… Uma mulher com cortes na cabeça e no pescoço, com fios até a alma, sem conseguir se comunicar tinha um brilho nos olhos… um brilho que eu não andava vendo em mim mesma há algum tempo!

E aquela filha parecia não esmorecer… mulher de coragem… eu mal sabia, mas aquele era apenas o começo do que ela ia me ensinar…

Eu, pomposa, ostentava meu livro de mais de 300 páginas na mesinha ao lado da minha cama… mas jamais poderia imaginar que a mulher que agora acabara de se colocar diante de mim (a filha), que acabara de me dizer que não gostava de ler, a não ser a Bíblia, poderia me ensinar coisas de tanto valor…

Um valor que não se aprende em livros…

O livro que eu estava lendo estava trazendo uma perspectiva que agora se apresentava de verdade pra mim: a morte!

Eu nunca tivera contato real com ela… ela nunca fora vívida pra mim… aquela noite me apresentou o que ela era… e o livro complementou…

Eu ainda não terminei de ler o livro, mas até então ele estava me fazendo repensar muitas coisas… e uma delas era o valor da minha profissão de Psicóloga. Ele faz um balanço interessante entre gênios da filosofia e o trabalho terapêutico…

Mas, enfim… A acompanhante da paciente ao lado (que agora eu suspeitava, devia ser um anjo), me fez, sem pedir qualquer coisa, abaixar minha cabeça e chorar baixinho…

Ela me falou o valor da minha profissão de uma maneira que nenhum professor, mesmo os mais apaixonados, jamais tinham me falado… aquela simples dona de casa… crente em sua fé  em Deus, me fez chorar arrependida por cada vez que duvidei da minha força, da minha coragem… e me disse: Você não é nada… nada versus nada… até reconhecer o poder de Deus… e me disse única coisa eu precisava ouvir para começar um ano de estágios, onde vou lidar com gente… “Quando você falar… não será você falando… será Deus usando a tua boca… deus escolhe… e ele escolheu você!”

Minha pele arrepiou inteira!

Depois de 4 anos de faculdade… era aquilo que eu precisava ouvir… Tão simples…

E ela me disse mais… me contou de toda a estadia dela e da mãe no hospital… e me disse (e eu sentia que era verdade) com um sorriso nos lábios que ela sabia que a mãe logo estaria bem… e foi me contando cada graça que Deus lhe concedera…

Mas me contou também que aquele Deus não concedera nada de graça… e me disse que a gente pode mudar se quiser… e que Deus mostra como somos problemáticos pra nos curarmos…

Interessante… depois  que ela saiu do quarto voltei a ler o livro, e Julius, o protagonista do livro, falava sobre se reinventar… contou que aos 15 anos ele se transformou… do garoto rebelde ao garoto popular, só precisou de força de vontade e um novo ambiente.

Como a maioria dos filósofos, Schopenhauer também era cético. Mas eu acredito que todo mal tem seu bem (e vice-e-versa) e por isso não é difícil transformar as palavras dele dentro do meu conceito de realidade…

Não foi só essa mulher e toda sua história de vida que me fez permanecer acordada durante toda noite (e todo o dia depois também)… Mas cada uma das histórias, dos pedidos de ajuda que vi lá, e principalmente dos enfermeiros…

Se realmente só quem teve muito amor é que pode dar amor de verdade… eu não sei! (Uma das teorias apresentadas no livro) Mas aqueles enfermeiros tinham, sem dúvida, o mais puro dom de amar…

Cuidar das vidas com tal paciência e dedicação… É só por Deus… Schopenhauer certamente não conseguiria compreender tamanha bondade, ele dificilmente acreditava na bondade humana…

Lendo um livro de controvérsias e pensando em tudo que vi, ouvi e senti… posso dizer que não se sabe o que é bem sem conhecer o mal… a felicidade sem se conhecer a tristeza… e nem se sabe o que é a força… sem se conhecer o desespero!

Cada um de nós tem plantado dentro de si uma sementinha de amor… por si mesmo e pelos outros… eu chamo de Deus… você, chame do que quiser… não importa…

O que importa é que possamos regar essa sementezinha pra que ela cresça e possa produzir frutos…

 

 

 

Se ao menos uma pessoa entender o que estou dizendo, então eu terei feito o que precisava ser feito!

 

 

 

(Sem dúvida o meu posto mais longo. Recomendo que você leia o livro que tanto cito aqui e que possa olhar com olhos humanos o sofrimento humano, não só pra “descobrir” o quanto sua vida é boa… mas para descobrir de que maneira você pode contribuir para um amanhã melhor!)

criado por lilinhamorim    2:10 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , , ,

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