Pedaços de mim!!!

Leves, livres e soltos pensamentos meus pairando pelo ar… Críticas, lamentos, dores e amores… e um pouco de paz! Meu blog, meu cantinho pra desabafar!

25.3.09

Com os pés no chão…

 Aqui no meu blog eu geralmente trato de assuntos subjetivos, de sentimentos, emoções, escolhas, filosofias… Hoje, porém, quero colocar os pés no chão, falar de uma realidade que me assombra…

Como futura psicóloga, que sou, defendo o trabalho da Psicologia como ciência, enquadrada dentro de padrões éticos e humanos que só tendem a beneficiar a sociedade e aos indivíduos que dela se fazem usar.

É óbvio que, como em qualquer profissão, a minha também requer do profissional um comportamento ético e respeitoso, mas é claro também que existem profissionais que não estão antenados para isso, que desrespeitam o mais básico da democracia: o principio da dignidade humana assegurado pelas leis que regem nosso país.

A despeito de muita gente que condena as práticas homossexuais, o profissional de Psicologia tem o dever e a obrigação de zelar pela integridade e respeito ao ser humano, independente da sua inclinação sexual.

O que quero dizer aqui é que me irrita muito pensar em pessoas que se formam para cuidar do outro, mas que se mantém atrelados a todo um padrão preconceituoso enraizado em nossa sociedade. É impossível fechar os olhos diante das transformações sociais que vem ocorrendo por todo o mundo, e me atenho ao nosso país, dizendo simplesmente que a diversidade cultural que temos aqui nos mostra a não possibilidade de uma padronização do que é certo ou do que é errado.

É imprescindível que aprendamos a lidar com o diferente.

Nós mulheres saímos em busca da igualdade, encontramos um mundo de possibilidades, e muitas vezes fomos (e ainda somos) classificadas como inferiores aos homens. Os negros, lutando por seus direitos, muitas vezes se depararam com a injustiça de ter seus conhecimentos diminuídos por sua cor. Como se alguém pudesse decidir o que é certo. Como se existisse provas de que homens são melhores que mulheres, brancos melhores que negros, e assim por diante.

O preconceito, meus amigos, que lhes chamo à razão, vai desde o transeunte mal arrumado que passa ao seu lado, até o homossexual que encaras como um alienígena diante de ti. Eu só queria lembrar uma coisa: brancos ou não, héteros ou não,  católicos, evangélicos, judeus, ou não… cada uma dessas pessoas tem suas vivências, tem seus direitos, seus deveres, e principalmente: Têm sentimentos!

Antes de julgar, antes de mal-tratar, ponha-se no lugar do outro. Pense, uma vez que seja, como seria se sentir tão diferente num mundo que tem medo do que os outros pensam.

E se você for do tipo religioso, lembre-se da máxima que Jesus Cristo apontou: - Quem for desprovido de qualquer pecado, que atire a primeira pedra.

Faça um exame de consciência, é tão puro assim que pode julgar o outro?

Julgando ou não, achando certo ou não, aprenda simplesmente a respeitar. Será que é tão dificil?

 

criado por lilinhamorim    5:20 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , , ,

24.3.09

Não importa o quanto dói… Desapegue-se!

Amor versus apego…

Não é a primeira vez que desejo abordar esse tema aqui… algumas vezes já tentei escrever algo sobre amor, sobre apego, usando a máxima da água nas mãos… abrir de mais as mãos ou fechá-la demais? Ambas implicariam em perder o liquido mais sublime (o único que realmente mata a sede) que se encontrava na palma da sua mão…

Uma pessoa muito especial uma vez postou em seu blog o conto da tina quente… que também me deixou muito comovida… o urso, faminto, agarrou-se a uma tina de comida deixada pelos caçadores que havia saído, por um tempo do acampamento, porém, acreditando que a dor que queimava suas patas era de alguém tentando tirar o alimento de suas garras, lutou, até a morte, agarrado, cada fez com mais força, a tina que queimava seu corpo. (Alguns devem conhecer essa história…)

A questão é que muitas vezes usamos os outros como ferramentas para nossa felicidade, e ao invés de encontrar a felicidade, encontramos dor, encontramos sofrimento, muitas vezes fazendo com que o outro carregue um peso enorme em seus ombros…Um peso que ninguém é capaz de suportar: a obrigação de nos fazer felizes…

Eu posso falar com gabarito sobre relações assim, eu mesma tenho um certo problema em encontrar essa linha divisória entre amor e apego…

A falta que algumas pessoas me fazem, machucam meu peito de maneira sem tamanho…

Sem brincadeira, existem pessoas que eu amaria poder ter novamente em meu convívio, poder conversar, dividir minha vida e compartilhar da sua… rir até doer a barriga e curar dores emocionais curáveis apenas com a presença de alguém especial… Mas eu simplesmente não posso… essas pessoas estão felizes sem mim… e mesmo que a pontinha do meu egoísmo queira me fazer chorar, estou muito feliz por elas…

E hoje chorei que nem criança, como se visse um filminho da sessão da tarde falando de amor… Daquele amor! Mas fico feliz simplesmente por encontrá-los felizes.

E o que eu posso fazer? Culpar o outro? Culpar a mim? Chorar? Paralisar minha vida?

Bem… talvez a resposta óbvia não seja assim tão fácil na prática… mas, mesmo que doa muito, desapegar-se é a melhor solução!  Saber que a pessoa está bem, que está feliz deve nos servir de bálsamo… e deixar ir… dos pensamentos, das emoções, da nossa vida… talvez seja difícil, mas seja a única maneira de fazer com que novos ventos soprem, novos sentimentos surjam… enquanto estamos presos a uma coisa (ou alguém) fica difícil vislumbrar novos horizontes… E o que importa é que, como pegadas na areia, as marcas vão ficar (e sempre será amor, mesmo tendo mudado!)

Então, se aquele alguém está feliz… vá ser feliz você também. Desapegue-se, mesmo que isso doa muito!

 

P.S.: Estou feliz por vocês!

 

 

 

criado por lilinhamorim    0:57 — Arquivado em: Sem categoria

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