16.7.09
Psico-Psicologia
Às vezes me deparo com fatos interessantes relacionados à difusão da Psicologia: Pessoas falando jargões profissionais como se fossem verbetes do dia-a-dia. Termos que até então eu considerava circunscritos apenas ao meu grupo profissional tornam-se muitas vezes comuns entre os leigos.
É aí que me divido entre a extrema felicidade de perceber que minha profissão vem ganhando espaço e sendo considerada útil, uma vez que por muito tempo (e até hoje, infelizmente, em alguns aspectos) perdurou o estigma de uma Psicologia elitizada, destinada apenas à classe alta da sociedade ou aos considerados loucos (se bem que a loucura é discutível… Papo pra outro dia!), e ao extremo desespero de ver esses jargões sendo, muitas vezes, utilizados de maneira errônea.
Depressão, estresse, hiperatividade (TDAH) e mais recentemente o bullying e a bipolaridade, entre outros tantos que não me vêm à cabeça no momento, são termos que as pessoas usam muitas vezes sem ter o menor parâmetro profissional para tanto.
A divulgação da existência de transtornos que afetam muito mais do que somente o corpo e que devem também ser tratados psicologicamente, por um lado é de extrema importância e eficácia para obter um diagnóstico mais rápido e possibilitar um tratamento mais simples, por outro lado, essa divulgação em massa e muitas vezes sem um controle mais criterioso das informações e de que maneira elas serão passadas, possibilita o risco de criar rótulos em pessoas que muitas vezes nem tem um transtorno psi, de fato.
Mães que, preocupadas com a falta de limites dos filhos, acreditam na hiperatividade muitas vezes como maneira de fugir da responsabilidade e culpabilidade; Pessoas que “se estressam” por qualquer motivo e indivíduos que chamam de depressão qualquer choro que se lhe acomete… Pessoas que sabem apenas superficialmente sobre o que estão falando… mas talvez não saibam a real proporção dos transtornos a que se referem…
Ao meu ver as Escolas, a comunidade, a Igreja, os telespectadores da televisão devem sim ter acesso à essas informações, mas não como algo banal, pois isso pode criar problemas para o próprio indivíduo considerado “doente”. Não são apenas os sintomas que devem ser divulgados, mas também o cuidado especial que se deve ter para diagnosticar alguém, e a certeza de que apenas profissionais habilitados para tal podem, de fato, comprovar uma possível suspeita a esse respeito.
Pra mim, a Psicologia só vai ser considerada uma profissão renomada, tal qual a Medicina, o Direito, a Engenharia, etc, quando houverem profissionais competentes e preocupados não só com a detecção de doenças, mas antes de tudo com a promoção da saúde. Assim podemos realmente nos transportar do modelo médico-mecânico à um modelo de humanização da saúde, preocupados com os aspectos bio-psico-sociais dos seres humanos.


criado por lilinhamorim
4:36 — Arquivado em:
Comentário por luiza_oliveirah — 20.7.09 @ 17:07
feliz dia do amigo!!!!!!!!!!!!
lilinhamorim Reply:
julho 22nd, 2009 at 4:41
Feliz dia do amigo pra vc tb! =) (Mesmo atrasado)