Pedaços de mim!!!

Leves, livres e soltos pensamentos meus pairando pelo ar… Críticas, lamentos, dores e amores… e um pouco de paz! Meu blog, meu cantinho pra desabafar!

22.10.09

O amor das nossas vidas

Li um texto da Maitê Proença ontem que me fez pensar muito e reavaliar alguns sentimentos…

O texto começava assim: “O amor da minha vida eu encontrei, tem nome, é de carne e osso, e me ama também. Agora falta encontrar alguém com quem possa me relacionar. É que o homem da minha vida não cabe em mim e eu não caibo nele. Não basta que a gente se queira há muitos anos”. E depois ela ainda acrescentava: “Não basta que haja amor para se viver um amor”.

Eu concordo com ela em gênero, número e grau. Infelizmente.

Pensando bem em tudo que já vi e vivi, a gente não tem o direito de ficar com o amor das nossas vidas… Aquele que nos deixa de pernas bambas e faz o pensamento sair do ar… Aquele um que nos ensinou o doce gosto da paixão e nos ensinou cada uma das coisas maravilhosas que hoje sabemos…

O amor das nossas vidas não pode ficar conosco… Ele vem, passa uma temporada, marca eternamente nossas almas, ensina-nos coisas maravilhosas e depois se vai!

E aí ele vai viver a vida dele… Casa, tem lindos filhos e ensina a essa nova família coisas também maravilhosas… Mas ele também ficará marcado pro resto da vida… Guardando na boca o gosto do beijo daquela que ele sonhara viver para sempre… Mas ela não é mais a mulher da sua vida… É apenas um antigo amor.

O amor das nossas vidas de certo não nasceu pra viver conosco. Ele vem, planta sementes e depois se vai. Certo de que os frutos estarão vivos para sempre.

E por mais que a gente tente esquecê-lo, e por mais maravilhosos relacionamentos que tenhamos depois dele, e por mais que também casemos e tenhamos lindos filhos… O amor das nossas vidas vai ser sempre aquele.

Aquele que sabia o nosso humor só de se aproximar de nós, Que não media esforços pra ver um sorriso estampado em nossa face. Aquele um que fazia planos de viajar pelo mundo todo ao nosso lado, ou simplesmente envelhecer juntinho com a gente ouvindo rádio. O amor das nossas vidas é aquele que, por algum motivo, não está mais do nosso lado… Mas vai ser pra sempre o exemplo de namorado, amante ou marido perfeito. A pessoa para a qual nossos pensamentos se voltam toda vez que algo ruim acontece, que algum relacionamento se desfaz, ou aprendemos algo novo, aquele algo que é justamente o que ele tanto queria aprender.

O amor das nossas vidas é perfeito… Eterno… Fiel. Ele vai sempre estar presente nas nossas vidas, mas nunca fisicamente. Porque amor, amor mesmo, só se vive uma vez. O resto é conseqüência, é repetição…

Eu já encontrei um grande amor… Ele já se foi da minha vida… Basta agora que eu encontre alguém com quem possa conviver, com quem possa dividir meus aprendizados e conhecer os dele. Basta que alguém queira estar ao meu lado por opção e me fazer feliz ao mesmo tempo em que eu faço isso por ele. Talvez ele não seja o grande amor da minha vida, mas no fundinho nós dois vamos saber que isso é uma benção, porque se fôssemos o grande amor um do outro, estaríamos fadados a nos perder.

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Engraçado isso… Eu sou Psicóloga, Espírita e mulher…

Como Psicóloga poderia dizer que esse texto fala sobre repetições de vivências mal elaboradas. Poderia dizer ainda que o inconsciente não se cala até que seja ouvido e por de trás dessas repetições existe algo que “grita” por socorro. Diria ainda que tudo isso é fruto de projeções feitas a um objeto que, de alguma maneira, representa as vivências edípicas do passado.

Como Espírita eu poderia falar que as coisas não acontecem assim, que estamos num mundo de regeneração espiritual e podemos sim conviver com o grande amor das nossas vidas, por mais ou por menos tempo, isso depende do nosso merecimento e das provações que escolhemos antes de reencarnar. Isso é livre arbítrio. E se perdemos a chance de estar com esse grande amor, foi escolha nossa. Mas realmente as aprendizagens colhidas ao lado desse alguém serão levadas conosco para sempre.

Como mulher… Eu simplesmente quero ser feliz. Eu sei que tenho o dom do amor dentro do meu peito. Eu sei que tenho possibilidades de evoluir cada dia mais e tenho certeza de que isso se torna mais fácil quando se tem um companheiro ao lado lutando as mesmas lutas, celebrando as mesmas vitórias, chorando as mesmas lágrimas e vivendo o mesmo sentimento. Não importa se esse sentimento não seja mais aquela paixão avaçaladora que senti nos tempos de outrora. Não me importa que as minhas pernas não bambeiem e meu coração não dispare mais. Me importa sim que eu tenha um companheiro fiel e amigo, que esteja comigo, que me faça delirar às vezes, porém com os pés no chão.

E de tudo fica essa música:

Gostava tanto de você

Nem sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus, não pude dar
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão, que em minha porta bate

E eu
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você

Eu corro fujo desta sombra
Em sonhos vejo este passado
E na parede do meu quarto
ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
o pensamento em você…

E eu
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você

criado por lilinhamorim    3:41 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:,

22.7.09

No ritmo da vida a morte dá o compasso

 

“A vida e a morte, são como dois bailarinos que sincronicamente fazem juntos todos os seus movimentos; passos, gestos e sutilezas”

 

Com seus altos e baixos a vida é dada a nos surpreender… Algumas vezes de maneira positiva, outras nem tanto assim…

Uma vez minha mãe me disse “Que nos bailes da vida a felicidade seja seu par!”, e desse dia em diante comecei a comparar a vida aos passos de uma longa e intrigante dança… Talvez nem sempre tão longa assim, mas nem por isso menos intrigante.

A vida dança conforme a música, e o ritmo que irá tocar como fundo musical que encenará nossas vidas, só nós mesmos podemos escolher.

Por vezes já ouvi a frase “A vida é curta!” na boca de pessoas das mais diversas origens e personalidades. Mas, ao meu ver, fazemos disso uma filosofia para os outros e não para nós mesmos.

Somos ensinados a rejeitar a dor a qualquer custo. E isso é um erro. Fica muito mais fácil lidar com algo quando se sabe a respeito desse algo. Fica mais fácil lidar com a vida quando se sabe da morte. Fica mais fácil aproveitar cada segundo sabendo que ele chegará ao fim, que nada, além de nossas almas, é eterno.

Deveríamos perceber que vida e morte estão intrinsecamente ligadas. Como muito se diz, a única certeza da vida é a morte. E aprender a lidar com ela é uma necessidade. E ela se apresenta diante dos nossos olhos sempre, porém algumas vezes desejamos fechar os olhos e fingir que ela não existe.

Todos os dias milhares de células morrem em nosso corpo. Ao mesmo tempo, milhares de outras novas células nascem dando prosseguimento ao constante caminhar da vida. Assim mesmo cada segundo, minuto, hora e semana chega ao fim, possibilitando que um novo segundo se torne real.

Freud disse que “não sabemos renunciar a nada. Apenas sabemos trocar uma coisa por outra”. E isso é elaborar o luto. É isso que devemos aprender: se libertar do desejo, quando ele não pode ser realizado, e ir em busca de um novo desejo, mais palpável e real.

Deixar pra trás coisas que já não pertencem mais ao nosso ritmo de vida, como amores, trabalhos, chances perdidas, são necessidades básicas para se viver.

Isso não serve para dizer que não devemos correr atrás de nossos sonhos, ou viver intensamente nossas paixões e que não devemos dar o nosso máximo para conseguir o que queremos, mas sim, para dizer que a vida continua apesar de não ter conseguido. É preciso saber quando algo chega ao fim, e aceitar isso.

Uma das maiores dificuldades de se perder algo ou alguém (seja com a morte física ou a emocional), é a ideologia do ter para ser, onde acreditamos piamente que sem aquele objeto de desejo não seremos mais nós mesmos, perderemos a nossa própria identidade. Esquecemos, contudo, que um dia aquela coisa, aquela pessoa, aquela chance ou aquele trabalho, não fazia parte das nossas vidas, e mesmo assim nós sabíamos viver. Perder algo não é perder a si mesmo. Perder um pedaço não é perder o todo.

Devemos sim ser gratos pelo que passamos, pelo que sentimos, pelo que vivemos. A gratidão serve como remédio para as feridas. Nem a morte é capaz de anular o que já aconteceu, o que já vivemos. Mas é necessário que nos desliguemos do que passou, que deixemos o passado exatamente onde ele está, que aproveitemos dele apenas o que nos serviu como aprendizagem e sigamos em frente.

“Trata-se de passar da dor atroz da perda, à doçura da lembrança”, dizia Sponville.

É apenas com o final de uma etapa que se pode começar outra. Com o final de um amor que se pode viver outro. Para começar algo novo é preciso, no entanto, dar o primeiro passo!

E para dar o primeiro passo é necessário ter coragem para enfrentar a dor, não temê-la, mas sim senti-la no tempo necessário, e que esse tempo seja breve, porque existem muitas outras coisas para serem vividas.

Para aprender a viver é preciso aprender a dançar… E se o ritmo que a vida lhe impõe não está confortável pra você, vire o disco, troque o cd, baixe um novo download. Só você pode saber os passos certos para sua canção, e só você pode fazê-los tornarem-se reais.

A morte é para ser sentida durante o tempo certo. Já a vida, é para ser vivida, em toda sua intensidade.

 

Nova etapa de vida: Aí vou eu!

criado por lilinhamorim    4:39 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , ,

21.1.09

Rosas

 

Há pouco tempo fiz uma tatuagem nas costas… são duas rosas entrelaçadas…

Pra mim essa tatuagem tem um significado muito profundo… marquei meu corpo com o que eu mais me identifico: O amor! A vida!

Não vou pormenorizar o significado da minha tattoo, porém queria discorrer sobre algumas descobertas que fiz…

Não muito diferente do meu símbolo pessoal, existe uma Fraternidade criada a centenas de anos atrás que tem como símbolo uma rosa… É a Fraternidade Rosa Cruz… Em um site que fala sobre ela, encontrei a seguinte explicação mística para a simbologia da rosa:

“A Rosa, como sabem, é a personalidade que floresce na graça e na paz, em um ramo cheio de espinhos. Se fechardes os olhos ante uma Rosa desabrochada não vereis os espinhos nem mesmo vereis a ela, a Rosa, mas ireis percebê-la pelo perfume que exala.”

Existem outros significados mundo a fora para as rosas… pode ser visto como símbolo pagão do feminino, da sensualidade, do órgão reprodutor feminino (útero), da paixão, etc… Símbolo também de Maria, mãe de Jesus, onde a Igreja conta uma aparição dela carregada por rosas de três diferentes cores (Vermelha, amarela e branca) representando as três grandes obras da onipotência divina. (Leia mais sobre isso: http://br.geocities.com/ricardomoc/sigrosa.htm)

Eu, porém, entre tantas explicações para sua simbologia, vejo a Rosa como o  símbolo mais simples e contundente do é que a VIDA…

É a capacidade humana de desabrochar numa beleza infinita, mesmo por entre espinhos…

Quando Ana Carolina diz em sua canção que “Toda mulher gosta de rosas…”, sinto ali a vibração da vida… não só a rosa como símbolo do amor romântico, mas também como símbolo farto da magnitude da vida que se sobrepõe a qualquer dificuldade que possa existir em nosso caminho… em nossa humana via crucis…  

E a vida é isso mesmo… um emaranhados de flores e espinhos… belezas e dificuldades… delícias e dissabores…

Que beleza essa vida em tons avermelhados… Vermelhos de paixão!

 

 

 * Essa é minha tatoo, e a foto de cima, tb sou eu! ;)

criado por lilinhamorim    6:15 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, ,

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